Anatel determina que celulares deverão informar níveis de radiação que emitem
Por Ares Saturno |

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou, na última quinta-feira (20), que as fabricantes de celulares que têm o Brasil como mercado deverão informar aos usuários quais são os níveis de radiação emitidos pelos dispositivos. O aviso poderá vir na embalagem do produto ou no manual que o acompanha e deverá indicar a taxa de absorção de energia pelo corpo (SAR), indicando quantos Watts por Kg de massa corporal o dispositivo em questão emite. O limite máximo estabelecido pela autarquia é de 2 W/Kg, o que é superior ao SAR emitido pelo smartphone que mais emite radiação na atualidade, o Xiaomi Mi A1, com absorção de 1,75 W/Kg.
A mensagem que as fabricantes serão obrigadas a veicular em 120 dias a contar da publicação do regulamento será: "Este produto atende ao limite de SAR estabelecido pela Anatel de 2 W/Kg" ou "ao carregar o produto ou utilizá-lo próximo ao corpo, mantenha-o a uma distância mínima de 1,5 cm do corpo, para garantir conformidade com os limites de exposição de radiofrequência".
Embora não seja um consenso científíco que a radiofrequência emitida por telefones celulares e absorvida pelo corpo humano cause danos, há estudos que afirmam que emissões altas de SAR poderiam estar associadas a dificuldades cognitivas, como perda do poder de memória. A boa notícia é que os riscos de dano são praticamente nulos se as chamadas de voz forem atendidas por meio de fones de ouvido ou mesmo segurando o celular no lado esquerdo da cabeça.
No início do mês, o Canaltech noticiou ranking do Statista sobre os smartphones atualmente disponíveis no mercado que mais e menos emitem radiações, sendo que o modelo menos emissivo é o Galaxy Note 8, da Samsung, com apenas 0,17 W/Kg.
Fonte: IDG Now