Analistas creem que Apple só lançará iPhone 5G em 2021 — e apenas na China

Por Se Hyeon Oh | 29 de Abril de 2019 às 22h50
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A Lynx Equity Strategies é uma empresa de pesquisa que vende os seus serviços para nomes de peso do ramo da tecnologia. Naturalmente, a Apple é uma dessas companhias e, levando em conta as informações da Lynx, parece que a Maçã só virá a lançar um iPhone com compatibilidade para a rede 5G em 2021 — e, detalhe: apenas para o mercado chinês.

Apesar dos cortes nos preços dos aparelhos na China, além de um acordo que permitiu um maior desconto nos iPhones de 2018, a empresa de pesquisas diz que a Apple tem tido problemas para ver seu estoque diminuir. Como resultado, a Lynx afirma prever a Maçã vendendo 173 milhões de iPhones este ano, representando um corte de 8% em relação à estimativa anterior de 188 milhões de unidades. Em adição, ela diz ainda ter cortado a sua previsão de receita do iPhone em 2019 para 10,1%, de US$ 143,5 bilhões para US$ 129 bilhões.

Vale lembrar que a Apple não divulga mais o número de iPhones vendidos por trimestre, mas revela a receita gerada pelas elas. Por exemplo, a companhia de Cupertino informou que os seus smartphones geraram 15% menos receita no primeiro trimestre fiscal (de outubro a dezembro), em comparação ao mesmo período de 2018.

Além disso, a Lynx parece não estar considerando muito animador o desfecho judicial entre a Apple e a Qualcomm, pela qual a Maçã poderia receber os chips 5G. Isso porque a empresa de pesquisas diz que, apesar de boa parte da indústria estar esperando que a companhia de Tim Cook venha a revelar um smartphone 5G até o ano que vem, ela não acha que um produto do tipo seja lançado até 2021. Ademais, Lynx acredita que caso ele venha a ser apresentado ao mercado, tal dispositivo será oferecido apenas na China na ocasião de seu lançamento.

Essa afirmação estaria baseada no interesse de uso do 5G pelos EUA, que estariam focados inicialmente em aplicativos corporativos e para cidades inteligentes — e não em smartphones. O site Phone Arena, por sua vez, revela que possui um posicionamento diferente sobre isso, pois, até antes do acordo judicial com a Qualcomm, a Apple estava pressionado bastante a Intel para que entregassem um chip com a tecnologia 5G o quanto antes.

Por último, a Lynx diz que as ações da Apple devem ser avaliadas em US$ 185. Considerando que a Apple está sendo negociada atualmente por cerca de US$ 205, a empresa de pesquisa acredita que a fabricante de iPhones está supervalorizada em quase 10% no momento.

Em paralelo, o site de buscas Yahoo observa que há também vários outros analistas que possuem opiniões diferentes. De acordo com o site, Chris Caso, da Raymond James, diz acreditar que a Apple vendeu 42 milhões de iPhones de janeiro a março, apresentando uma queda de 19,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ele também estaria vendo os consumidores procurando os dispositivos mais baratos da empresa, de forma que o preço médio de venda iria cair 15% no final do ano, em comparação com o ano anterior.

Angelo Zino, analista da empresa de pesquisa de investimentos, CFRA, por outro lado, diz que os consumidores estão esperando mais tempo antes de trocar os seus aparelhos atuais por um novo iPhone. Isso, de acordo com ele, mudará assim que o smartphone 5G for lançado.

E Wamsi Mohan, analista do Bank of America, afirma possuir uma visão diferente desse cenário, pois olha para as margens de lucro da empresa. Ele afirma que apesar dos cortes nos preços do iPhone, a situação poderia melhorar para a Apple caso obtivesse lucros brutos na faixa dos 37% a 38%. Em adição, o Bank of America prevê as ações da Maçã sendo comercializadas em US$ 220, representando um aumento de 7% em relação ao preço atual.

Fonte: Phone Arena

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