7 celulares de 2016 que deixaram saudades
Por André Leonardo • Editado por Léo Müller |

Em 2026, a Inteligência Artificial generativa domina tudo e segue como a maior tendência em todos os aparelhos, porém nem sempre foi assim. Em um passado não muito distante, as empresas arriscavam mais em projetos inovadores (que nem sempre davam certo), mas que garantiam certa diversidade no mercado. Entre celulares modulares e novidades surpreendentes, relembre de 7 celulares que marcaram 2016.
- As 11 melhores propagandas de celular da história; assista
- 4 celulares impressionantes que floparam em 2025
1. Samsung Galaxy S7 Edge
Se você queria status em 2016, você tinha esse aparelho. A tela "Edge" curvada nas laterais não servia para muita coisa além de toques acidentais, mas, visualmente? Era imbatível. O visual preto e dourado, mostrava quem tinha bom gosto e status. O que gerou muita gente endividada no Brasil para ter um aparelho.
Foi o ápice do design da Samsung antes de tudo virar "tela infinita". Uma joia de vidro que provavelmente escorregou da mão de muita gente.
2. Google Pixel (Original)
O avô dos nossos atuais Pixels. Há 10 anos, o Google decidiu que hardware importava, mas o software importava mais. Ele tinha bordas enormes, mas trouxe a fotografia computacional que mudou o mercado.
O modo HDR+ fazia mágica onde outros viam escuridão. O design era meio questionável? Talvez. Brilhante? Com certeza.
3. iPhone 7
O ano da "coragem". A Apple removeu a entrada de fone de ouvido de 3,5mm e o mundo entrou em pânico coletivo.
Dez anos depois, a inovação virou regra e os fios sumiram mesmo, mas a raiva de perder o adaptador dongle ainda vive em nossas memórias.
Ah, e o modelo "Jet Black" também conseguia aranhar tão fácil quanto o “Black Piano” do PlayStation 3, portanto ter Jet Black riscado era praticamente um rito de passagem para donos de iPhone 7.
4. Moto Z e os Moto Snaps
Em reuniões na Motorola, alguém deve ter pensado no futuro e dito: "E se a gente fizesse o celular ser Transformer?".
O Moto Z era super fino, afinal também não tinha entrada parafone. Contudo, sua mágica estava nos Snaps. Era possível usar imãs para conectar módulos na parte traseira do aparelho como um projetor ou uma caixa de som JBL e obter recursos extras.
Foi um sonho bonito de modularidade que, mas que poderia virar um pesadelo de despesas para quem pensava em gastar com todos os módulos.
Uma boa ideia que talvez tenha aparecido na época errada.
5. LG V20
O LG V20 foi um dos últimos topos de linha a oferecer bateria removível. Sim, essa tecnologia ancestral perdida do mundo dos antigos maias que permitia ir de 0% a 100% em 10 segundos trocando a peça.
Ele ainda tinha uma "segunda tela" peculiar no topo e áudio de alta fidelidade. Era o canivete suíço dos power users.
6. OnePlus 3T
Em uma época onde os preços começavam a subir, o OnePlus 3T era o herói da resistência, por tentar manter preços mais baixos. Seu carregamento Dash Charge (que na época parecia bruxaria de tão rápido) e desempenho fluido, ele ensinou às grandes marcas que não preciso vender um rim para ter um celular rápido.
7. Xiaomi Mi Mix
O verdadeiro viajante do tempo. Enquanto todos tinham bordas enormes, o Mi Mix surgiu parecendo um objeto alienígena de cerâmica, praticamente sem bordas no topo e laterais.
Claro, a câmera de selfie ficava na parte de baixo, fazendo você parecer um papo em vídeo chamadas, mas ele foi o pai de todas as telas infinitas que usamos hoje em 2026.
Agora, 10 anos depois, apesar da tecnologia ter evoluído bastante e oferecer aparelhos com desempenho impensáveis naquele tempo é muito difícil não sentir uma certa nostalgia de uma época em que o mercado permitia empresas tomarem mais riscos e tentarem iniciativas diferentes.