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Fallout | Conheça os games que são a grande aposta do Prime Video

Por| Editado por Durval Ramos | 08 de Abril de 2024 às 17h17

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Bethesda Softworks
Bethesda Softworks

Fallout é uma das estreias mais aguardadas do primeiro semestre no Prime Video, já que a série adapta uma das franquias mais conhecidas do universo dos games. Só que muitos que nunca chegaram perto de um joystick ainda não sabem direito do que se trata essa adaptação e os motivos pelos quais ela é tão importante e esperada pelos fãs.

Com mais de 25 anos de existência, a franquia Fallout já passou pelas mãos de mais de uma empresa, ajudou a firmar a posição de sua atual desenvolvedora como uma das mais influentes do mercado de games e ainda entrega tramas que cativam a atenção dos fãs de RPG de ação e ficção científica. E é justamente nesse universo tão vasto que está a grande aposta da Amazon de criar uma história capaz de cativar o público por longas temporadas.

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Qual a história de Fallout?

Embora pareça um mundo pós-apocalíptico como tantos que já vimos, a história de Fallout se diferencia por vários motivos. O principal dele é como ele constrói essa ambientação, apresentando uma realidade em que uma hecatombe nuclear acontecida na década de 1950 devastou o planeta. Em plena Guerra Fria, centenas de ogivas nucleares detonam e diziam boa parte da humanidade.

Os poucos sobreviventes estão nos chamados Refúgios, grandes bunkers criados pela empresa Vault-Tec Corporation e que funcionam como sociedades autossuficientes. Impedidas de ir para o mundo exterior, as pessoas vivem dentro desses abrigos e gerações se passam até que as portas sejam abertas.

E é aqui que as coisas ficam realmente interessantes em Fallout. Para começo de conversa, o planeta não foi dizimado como a Vault-Tec Corporation fez parecer. A história de praticamente todos os jogos gira em torno desses protagonistas que conseguem deixar os Refúgios e descobrem que a vida seguiu em frente mesmo com as altíssimas cargas de radiação no mundo. Isso significa que a superfície está repleta de mutantes e monstros deformados nascidos dos séculos em que foram expostos à radiatividade.

Tanto que muitos dos personagens que os jogadores — e agora o público do Prime Video — são bastante peculiares. Há aqueles que sobreviveram incólumes à radiação, mas há também os zumbis em carne viva, os malucos completos e toda uma gama de gente bizarra que crua o caminho do herói.

Além disso, a própria noção dos Refúgios é algo que passa a ser questionado em cada jogo. Os games exploram mais as razões para a construção desses vários abrigos, mas não vamos entrar em detalhes por ser uma das possíveis grandes revelações da série da Amazon. O que dá para dizer é que cada título mostra como as dinâmicas e as regras desses abrigos eram bem diferentes entre si e que isso molda não só o personagem principal, mas muitas das figuras que vão cruzar seu caminho.

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E é aqui que entra a grande graça de Fallout e por que os jogos são um enorme sucesso há cerca de 30 anos. Para além das bizarrices e das situações quase cômicas vividas nesse mundo devastado, a franquia é uma enorme sátira à nossa sociedade. Embora se passe em um mundo pós-apocalíptico que deriva diretamente da década de 1960 — ou seja, extrapolando muito da ideia da família tradicional americana da época da Guerra Fria —, todas as temáticas vão dialogas com o agora.

A relação das pessoas com as grandes corporações, os efeitos desse capitalisto tardio em uma devastado e à própria dubiedade em torno de milícias como a Irmandade do Aço — uma mistura de grupo militar com instituição religiosa no meio dessa doideira toda — são temperos que ajudam a tornar a série muito mais rica e interessante.

Não quero botar fogo no mundo

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A origem de Fallout nos leva para 1994, quando o desenvolvedor Tim Cain, trabalhando com o Black Isle Studios, começou a trabalhar em uma engine de jogos baseada no sistema de RPG de mesa GURPS. A ideia era criar uma espécie de sucessor espiritual de Wasteland, jogo que a Interplay trabalhou nos anos 80 e que os direitos ficaram na época na mão da Electronic Arts.

Os jogos tinham uma temática bastante similar, mostrando ssee planeta devastado por uma guerra nuclear e os sobreviventes entrando em aventuras variadas dentro deles. Cada jogo da franquia Fallout conta uma história diferente, mas tem elementos bem distintos que acabam aparecendo em todos os capítulos: se passando no século 22, um mundo com visual devastado e fortemente inspirado por um estilo retro futurista, sobreviventes são encontrados em Vaults, abrigos subterrâneos que se fecheram quando a guerra entre Estados Unidos e China quase acabou com todo o mundo. Chegando do lado de fora, esses sobreviventes encontram pessoas e monstros que tiveram que se virar em uma terra cheia de radiação.

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Apesar de os primeiros títulos da Interplay terem criado a base para o resto da franquia Fallout, ela se tornou muito mais popular a partir de 2007, quando a Bethesda Softworks adquiriu os direitos da série e lançou Fallout 3, para PC, Xbox 360 e PS3. Muito do que é visualmente e até mesmo temáticamente reconhecido pelo público geral quando se fala de Fallout veio a partir desse título.

Os jogadores podiam explorar o mundo devastado da franquia pelos olhos do personagem, passando por uma região com as ruínas de Washington DC. O jogo foi um imenso sucesso, principalmente pela qualidade de suas missões e diálogos, que apresentavam soluções muitas vezes em que o jogador não precisava atacar ninguém para conseguir se dar bem.

Apesar de muito do que é mostrado em Fallout 3 ter vindo dos primeiros jogos da franquia, o título ajudou a popularizar vários elementos que se tornaram sinônimo dela. Seja o retrofuturismo, o visual de personagens e do próprio mundo, isso se tornou uma marca ainda mais presente na franquia com os títulos mais recentes, que de acordo com o site VGCharts, já vendeu até 2024 aproximadamente 46 milhões de cópias em todo o mundo.

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Finalmente em live action

Apesar de Fallout ter uma pegada diferente, mostrando uma civilização tentando funcionar de alguma forma com facções que tentam reconstruir a América, ela às vezes se assemelha a outras obras pós-apocalípticas, como Mad Max, mostrando um mundo bastante parecido com o nosso, mas ainda assim extremamente diferente. Foi em cima dessa ideia que o Amazon Studios recrutou Jonathan Nolan, irmão do diretor Christopher Nolan, e que tem no seu currículo outras séries de TV, como Westworld, para tentar levar esse clima fascinante para as telas de todo mundo pelo Prime Video.

Uma grande vantagem de Fallout é que, tirando aqueles elementos bastante conhecidos, existe uma gama de histórias que podem ser contadas a cada temporada, não precisando se prender a um ou outro personagem. Na primeira temporada da série, veremos uma moradora do Refúgio 33 conhecendo o mundo exterior pela primeira vez, apresentando esse universo aos espectadores.

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Enquanto isso, próximas temporadas poderão focar em diferentes partes dos Estados Unidos, com personagens e histórias distintas, mas com o mesmo clima retro futurista e em uma terra devastada, assim como nos games.

Fallout, a série, estreia no Prime Video no dia 12 de abril.