Spoofing e Layering: robôs que invadem sistemas e aumentam a cotação de ações

Por Redação | 03 de Julho de 2017 às 15h58

Você já ouviu falar em spoofing e layering? Essas duas operações significam uma nova ameaça dos tempos modernos, em que robôs virtuais são usados para invadir sistemas para realizar ações que acabem aumentando a cotação de ações de empresas. Ainda faltam estatísticas sobre o tema, mas a percepção de que o tráfego na internet que cresce por meio de robôs, e não por pessoas, é crescente.

Alguns exemplos desse tipo de situação já aconteceram recentemente, em que legiões de softwares robôs disparados por pessoas mal-intencionadas influenciam artificialmente a liquidez de ativos negociados em portais na internet e em corretoras de valores. No ano passado, uma empresa de serviços financeiros no Brasil notou que robôs invadiram seu portal para fazer solicitações de propostas, se comportando como clientes legítimos e tendo acesso a dados confidenciais, por exemplo.

Essa prática representa um risco à segurança dos negócios e do ambiente da tecnologia, e, além disso, essas visitas robóticas consomem recursos digitais que não foram dimensionados para atender a clientes inexistentes. E com o uso de robôs para realizar ataques que derrubam portais (como os DDoS), que disparam milhares de acessos simultâneos àquele endereço, os servidores dessas empresas acabam não suportando a demanda de acessos.

Como se tudo isso não fosse problemático o bastante, hackers também usam robôs para atacar dispositivos dos mais diversos tipos (servidores, roteadores, computadores, smartphones, dispositivos de IoT, etc) para disseminar SPAM, quebrar chaves e senhas, e usar essas plataformas para espalhar ataques de phishing. O mais perigoso é que tudo isso passa despercebido para os usuários, que não sabem que seus aparelhos estão sendo usados com tais finalidades.

Com esse cenário já fazendo parte da nossa realidade, a preocupação quanto ao aumento desses ataques é essencial. É preciso, portanto, compreender de que maneira os robôs em forma de software são usados pelos hackers para corromper a integridade das aplicações por trás de grandes portais e serviços na rede. E, de acordo com a análise de Rita D'Andrea, country manager da F5 Brasil, “combater a ação de robôs malignos, principalmente aqueles que tentam simular o comportamento de um ser humano, é uma missão que exige engenhosidade, trabalho árduo e uma profunda compreensão do comportamento da aplicação”.

Fonte: TI Inside