Presidente do Equador impede extradição de suposto fraudador do Facebook

Por Felipe Ribeiro | 10 de Junho de 2019 às 14h35
Reuters
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O vendedor Paul Ceglia, acusado de criar um contrato falso em 2010 dizendo que Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook, concordou em dar a ele metade da rede social enquanto estudava em Harvard, teve sua extradição impedida pelo presidente do Equador, Lenin Moreno. Ele foi preso no país em 2018.

Segundo a Reuters, Ceglia seria levado de volta aos EUA para ser julgado quando um tribunal equatoriano aprovou sua extradição em novembro de 2018. Mas agora, o presidente do Equador, bloqueou a ordem de extradição. "Em um exercício de soberania nacional, atendendo ao princípio da reciprocidade no direito internacional público e, por razões humanitárias, deleguei a você, o ministro, para negar a extradição", escreveu Moreno, na carta ao seu ministro do Interior.

O Equador é conhecido por recusar pedidos de extradição para os EUA, apesar do tratado de extradição entre as duas nações. O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, recebeu asilo e passou sete anos escondido na embaixada equatoriana depois de enfrentar acusações de agressão sexual e estupro.

Paul Ceglia prestando depoimento no Equador/ Imagem: Bloomberg

O asilo de Assange foi revogado e, atualmente, ele está preso no Reino Unido. Como se não bastasse, agora ele enfrenta acusações de conspiração federal por supostamente ajudar um denunciante a invadir computadores confidenciais do governo dos EUA.

Fonte: Endadget

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