Polícia Federal faz megaoperação contra fraudes no app do Auxílio Emergencial

Polícia Federal faz megaoperação contra fraudes no app do Auxílio Emergencial

Por Ramon de Souza | 10 de Dezembro de 2020 às 22h20
Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Segunda Parcela, que tem como objetivo desmantelar redes organizadas de golpistas focados em aplicar fraudes no Auxílio Emergencial — benefício financeiro lançado pelo Governo Federal em plena crise do novo coronavírus (SARS-CoV2). Segundo a autoridade, mais de 60 milhões de cidadãos já se beneficiaram, legalmente, do programa.

A operação conta com uma equipe formada por cerca de 152 policiais atuando em 14 estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Espírito Santo, Bahia, Santa Catarina, Tocantins, Paraná, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Maranhão, Piauí e Mato Grosso do Sul); ao todo, serão cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, sete de prisão e 13 de sequestro de bens.

Trata-se de uma iniciativa da Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (EIAFAE), força-tarefa da qual fazem parte, além da própria Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) o Ministério da Cidadania (MCid), a CAIXA, a Receita Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU). O objetivo é identificar gangues que cometem fraudes massivas.

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Imagem: Divulgação/Governo Federal

Foi determinado o bloqueio de R$ 650 mil em diversas contas que receberam o Auxílio Emergencial de forma irregular, através de cadastramentos com dados de terceiros. O montante é ínfimo em comparação com a estimativa do que teria sido perdido aos criminosos caso a EIAFAE não estivesse agindo há tempos: a força-tarefa bloqueou 3.82 milhões de pedidos irregulares que, juntos, somariam R$ 2.3 bilhões.

Colhendo do que... Colheram

De acordo com Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky, os criminosos fazem cadastros com dados obtidos, em sua maioria, através de campanhas de phishing. Ele lembra que, assim que o benefício foi anunciado pelo Governo Federal, diversos apps falsos e páginas fraudulentas surgiram na web; os meliantes coletaram informações cadastrais através desses formulários para utilizá-los posteriormente em cadastros reais.

Os data brokers, é claro, também exercem um papel fundamental nessa rede organizada. Estamos nos referindo aos criminosos especializados em fazer “corretagem” de dados — ou seja, obter grandes bancos de dados vazados de locais diversos (sistemas online, lojas virtuais, redes sociais etc.) e comercializá-los para equipes interessadas em realizar a fraude final. Estima-se que um em cada oito usuários de internet no Brasil receberam ataques de phishing durante a pandemia.

Fonte: Governo Federal, Kaspersky

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