Pátria Investimentos cria plataforma de cibersegurança na América Latina

Pátria Investimentos cria plataforma de cibersegurança na América Latina

Por Dácio Castelo Branco | Editado por Claudio Yuge | 06 de Outubro de 2021 às 20h40
Divulgação/Pátria Investimentos

O Pátria Investimentos, empresa gestora de ativos alternativos na América Latina, informou nesta terça-feira que adquiriu as companhias de cibersegurança Neosecure e Proteus, formando a maior plataforma especializada em soluções de segurança da informação da América Latina.

De acordo com o Pátria, a partir dessas aquisições, a empresa pretende criar a maior plataforma de segurança de informação da América Latina. Ainda de acordo com a companhia, a região costuma mover anualmente US$ 7,2 bilhões (R$ 39,5 bilhões, na cotação atual) no setor de cibersegurança.

O Pátria não revelou quanto pagou pelas duas companhias, mas divulgou que pretende investir no setor de cibersegurança cerca de US$ 250 milhões (R$ 1,37 bilhão), já contando com o valor usado na compra da Neosecure e da Proteus. A empresa gestora tem posse de aproximadamente US$ 15,8 bilhões (R$ 86,7 bilhões) em ativos, nos setores de crédito, imóveis e infraestrutura.

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A nova plataforma de cibersegurança terá operações, inicialmente, no Brasil, Chile, Argentina, Peru e Colômbia, com uma estimativa de R$ 500 mil de receita anual.

Proteção de dados

Brasil é o quinto pais que mais sofre ataques virtuais. (Imagem: Reprodução/The Shield Journal)

O Pátria, em comunicado sobre as compras, explica que as duas empresas adquiridas já operam há mais de 20 anos no setor e contam com um portfolio de inovações e soluções para a prevenção dos mais diversos crimes virtuais, principalmente no contexto da América Latina, e especialmente do Brasil, que hoje é a quinta nação que mais sofre com crimes virtuais, segundo pesquisa da Roland Berger.

“Nosso objetivo é acelerar a consolidação desse mercado por meio de aquisições de empresas estratégicas e, em breve, levantar mais capital via oferta pública inicial (IPO) para acelerar o crescimento e perpetuar a empresa”, disse Marcelo Romcy, cofundador da Proteus e sócio da nova plataforma.

Oferta pública inicial é o nome técnico da “abertura de capital”, realizada pelas empresas quando seus donos abrem mão de parte dos direitos sociais sobre o negócio e os disponibilizam para o mercado por meio de ações em bolsas de valores. O Pátria, em janeiro, já havia feito sua IPO na Bolsa de Valores Nasdaq, onde US$ 588 millhões (R$ 3,2 bilhões, na conversão atual) em ações foram negociados.

Segundo cálculos feitos e divulgados pelo Pátria, aproximadamente 4 bilhões de eventos, reportados por cerca de 600 clientes, como bancos e governos, serão analisados diariamente pela plataforma.

Fonte: PlayCrazyGame

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