Microsoft pede regulamentação para tecnologia de reconhecimento facial

Por Carlos Dias Ferreira | 17 de Julho de 2018 às 20h45
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O presidente da Microsoft, Bradford L. Smith, veio a público recentemente para pedir que o governo dos EUA implemente formas de regulamentação para o uso de tecnologias para reconhecimento facial. Na mira de Smith, entretanto, não estão outras empresas de tecnologia, mas o próprio governo — cujas políticas temerárias ligadas, por exemplo, a questões de imigração, têm provocado reações de repúdio entre várias gigantes do setor.

“Nós vivemos em uma nação regida por leis, e o governo precisa desempenhar um papel central na regulamentação das tecnologias de reconhecimento facial” disse Smith em postagem ao blog oficial da Microsoft. “A única maneira de um governo gerenciar a utilização de uma tecnologia é esse governo regular a forma como ele próprio a utiliza”. Para o executivo, a técnica em questão demanda regulação urgente, já que implica “amplas ramificações sociais” e “um potencial considerável para abusos”.

Um coro entoado no Vale do Silício

Embora o clamor do presidente da Microsoft seja enxergado por alguns analistas como uma forma estratégica de buscar proteção de patentes junto ao governo estadunidense, a verdade é que o pedido de Smith não é o primeiro a ecoar a partir do Vale do Silício. De fato, há atualmente um coro formado por diversas empresas do setor — embora o governo não seja o único alvo.

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Uma carta aberta publicada por funcionários da Google, por exemplo, exigiu que o CEO da Microsoft, Satya Nadella, desativasse o Project Maven. Trata-se de um contrato com o Departamento de Defesa dos EUA que previa o aperfeiçoamento de métodos de vigilância baseados em IA (inteligência artificial), o que terminaria por equipar drones destinados a identificar ameaças por meio do reconhecimento facial.

Já um grupo de funcionários da Amazon demandou que Jeff Bezos cessasse todas as vendas do Rekognition a prestadores de serviços de segurança — software que poderia servir às abordagens agressivas de agentes de imigração dos EUA atuantes na fronteira com o México. Resta agora esperar por um posicionamento oficial dos órgãos legisladores do país.

Fonte: Microsoft Blog

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