Especialistas alertam para golpes envolvendo o Clubhouse

Por Felipe Demartini | Editado por Jones Oliveira | 29 de Março de 2021 às 23h20
Unsplash / Dmitry Mashkin

Você com certeza ouviu falar do Clubhouse ao longo das últimas semanas. A rede social baseada em áudio, com conversar em tempo real das quais o público pode participar ou apenas ouvir, foi lançado no iOS neste começo de ano e rapidamente caiu no gosto das celebridades e influenciadores. E com isso, claro, vieram também as tentativas de golpe e explorações das barreiras de segurança do próprio app.

Agora, pesquisadores da Check Point Software Technologies apontam para os riscos inerentes tanto à chegada quase experimental da plataforma quanto para tentativas de fraudes envolvendo o acesso ao sistema, que ainda acontece exclusivamente por meio de convites. O furor é a isca perfeita para tentativas de instalação de malwares e roubo de dados.

Como o Clubhouse está disponível apenas para iOS, sendo baixado por meio da Apple App Store, os usuários devem descartar qualquer oferta do software no Android. Esta versão não está disponível oficialmente e todo e qualquer aplicativo que prometer dar acesso à rede social neste sistema operacional é falso — se tratam de tentativas de induzir o usuário a baixar pragas para o smartphone. Jamais preencha cadastros, também, envolvendo falsas listas de espera, pois estas são artimanhas para roubo de dados.

Isso vale, inclusive, para contatos conhecidos, já que muitos golpes desse tipo tentam trabalhar a ideia de que, para conseguir acesso, é preciso compartilhar um link em grupos ou diretamente a amigos. Os aplicativos, não apenas do Clubhouse mas de qualquer outra solução, devem ser baixados apenas das lojas oficiais e sempre com atenção aos desenvolvedores, para que versões falsas não sejam confundidas com as verdadeiras.

Os especialistas citam também os recentes problemas de segurança sofridos pelo Clubhouse, como a brecha que permitiu a transmissão de áudio de salas privadas para fora da rede social. Na visão de Claudio Bannwart, country manager da Check Point Brasil, esse problema é inerente ao lançamento experimental, com a popularidade ampliando a busca por vulnerabilidades e expondo eventuais aberturas que seriam resolvidas em uma fase pré-lançamento.

Por isso, como recomendações adicionais que também valem para qualquer outro app, os especialistas indicam a atenção às permissões que são dadas aos aplicativos, principalmente no que toca o acesso a dados, informações pessoais e contatos. Além disso, vale a pena ter soluções de segurança sempre ativas e atualizadas no celular, assim como manter sistema operacional, softwares e demais soluções sempre rodando com as versões mais recentes.

Fonte: Check Point Software Technologies

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