Empresas devem investir 83% a mais em segurança digital em 2022, indica pesquisa

Empresas devem investir 83% a mais em segurança digital em 2022, indica pesquisa

Por Dácio Castelo Branco | Editado por Claudio Yuge | 11 de Outubro de 2021 às 14h40
Reprodução/Recounter

Com a pandemia aumentando a transformação digital e também o crescimento do número de ataques virtuais que tem como objetivo a invasão do sistemas de empresas e o vazamento de seus dados, 83% dos líderes de organizações empresariais no Brasil pretendem aumentar seus gastos com cibersegurança em 2022, segundo resultados de pesquisa realizada pela PwC. 

Os resultados são da pesquisa PwC Digital Trust Insights 2022, divulgada pelo portal O Globo. A pesquisa foi realizada entre julho e agosto deste ano e ouviu 3.602 executivos e executivas de vários setores do mercado, como mídia, tecnologia e varejo. Desses profissionais ouvidos, 124 eram do Brasil.

O relatório mostra que o número de empresas que pretendem aumentar seus investimentos em segurança virtual no Brasil, 83%, é maior do que no mundo, onde 69% dos chefes de companhias responderam ter essa intenção. Na edição da pesquisa divulgada em 2020, esses números eram de 55% para o Brasil e 57% para as companhias globais. 

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A pesquisa também mostra que, no Brasil, a compreensão sobre riscos cibernéticos ou de privacidade nas companhias é menor do que no mundo, com 16% dos entrevistados no país afirmando ter conhecimento sobre os possíveis riscos de violação de dados em empresas, contra 21% globalmente. 

Já a compreensão dos riscos vindo de fora das companhias, a partir de prestadores de serviços e fornecedores, é um pouco maior, embora a taxa ainda seja baixa. 17% dos entrevistados no Brasil responderam saber dos riscos atrelados com fornecedores, contra 23% no mundo. Já para os riscos com prestadores de serviços, 19% dos brasileiros afirmaram ter conhecimento deles, contra 24% globalmente.

O relatório também mostra que mais da metade das empresas no Brasil, 53%, estão adotando medidas para reduzir os riscos virtuais, como auditoria das práticas de segurança de dados interna e de seus fornecedores, e com 55% das companhias intensificando seus critérios de defesa digital e cobrando o mesmo de prestadores de serviços que trabalham em conjunto com elas.

Por fim, a pesquisa também indica que a segurança de dados, no Brasil, não está mais só presa a setores tradicionalmente intensivos na prática, como as redes sociais e instituições financeiras. Por causa da implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), muitas empresas no país estão passando por um processo de adaptação, como o varejo, já que a lei obriga a presença de garantias e responsabilidades, além de protocolos de defesa efetivos, para toda instituição que trata de informações, seja de cliente ou de parceiros.

2021: O pior ano na história da segurança virtual

A pesquisa PwC Digital Trust Insights 2022 afirma que 2021 deve terminar como o pior ano na história da segurança digital, por conta do grande acréscimo de ataques e de suas mudanças e adaptações mirando vulnerabilidades de sistemas até então desconhecidas. 

No Brasil, alguns ataques se destacaram, como o ocorrido no Grupo Fleury em junho, que impossibilitou a realização de exames médicos nos laboratórios afetados durante alguns dias; o das Lojas Renner, que tirou o site da empresa do do ar em agosto; e o golpe sofrido pelo Banco de Sergipe (Banese), que resultou no  no vazamento de 395 mil chaves Pix.

Para Eduardo Batista, sócio da PwC, em pronunciamento para o portal O Globo, a promessa de investimentos da empresa pode mudar esse cenário de explosão de ataques digitais nos próximos anos, portanto que seja feita principalmente em três áreas: no treinamento e contratação de profissionais qualificados, na tecnologia de proteção e em melhorias nos modelos de governança dos protocolos de segurança das empresas. 

Batista, ainda no pronunciamento para O Globo, ressalta que os riscos de ataques podem impactar negativamente as empresas, com consequências como perda de lucros, paralisações temporárias de transações e com a perda de confiança dos clientas na companhia, como anda acontecendo com a CVC após o ataque de sequestro virtual sofrido pela empresa

Fonte: O Globo

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