Empresa de identificação facial é flagrada usando rostos "roubados" do Facebook

Por Ramon de Souza | 19 de Abril de 2018 às 08h52
Phys

As polêmicas envolvendo a falta de responsabilidade do Facebook ao lidar com a privacidade de seus usuários não param de surgir. De acordo com uma denúncia publicada originalmente pela Forbes, a companhia israelense Terrogence (que faz parte do grupo Verint) estava “roubando” rostos de usuários do Facebook para alimentar um banco de dados de reconhecimento facial ao longo dos últimos cinco anos.

A empresa oferece uma solução de segurança chamada Face-Int, que é voltada para agentes da lei e promete fazer a identificação imediata de possíveis terroristas, criminosos e “outros indivíduos que possam simbolizar uma ameaça para a aviação, imigração e segurança nacional”.

Porém, como descrito pela própria marca em seu site oficial, o serviço usa como base perfis recolhidos de “mais de 35 mil fotos e vídeos” de fontes como Facebook, YouTube e “outros fóruns abertos e fechados ao redor do mundo”. A companhia ressalta que as informações extraídas são apenas de suspeitos de atos de terrorismo, mas, ainda assim, só o fato de sabermos que ela é capaz de realizar tal extração já é assustador.

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Embora a Terrogence não tenha respondido aos pedidos da Forbes para comentar sobre o assunto, podemos imaginar que os israelenses tenham se aproveitado da natureza aberta do Facebook para realizar sua “colheita”, tal como feito pela Cambridge Analytica. Durante seus depoimentos às autoridades norte-americanas, Mark Zuckerberg prometeu tornar a rede social mais “privada” para impedir esse tipo de invasão indevida.

Fonte: Forbes, Terrogence

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