Ciberataques contra os gamers estão em alta e exploram novas abordagens

Ciberataques contra os gamers estão em alta e exploram novas abordagens

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 27 de Julho de 2021 às 22h30
Sigmund/ Unsplash

Com a pandemia do COVID-19 e a necessidade do distanciamento social, muitas pessoas encontraram nos games uma forma de diversão segura e acessível. Tanto 2020 quanto 2021 registraram aumentos crescentes na quantidade de gamers ativos e, em março deste ano, o Steam registrou um recorde de quase 27 milhões de usuários simultâneos.

No entanto, o aumento do interesse pelo meio veio acompanhado por novos riscos. Cientes de que havia mais pessoas procurando por games, criminosos passaram a criar novos golpes e ameaças que se aproveitam desse público — segundo a Karsperky, em abril deste ano houve 1,12 milhão de ciberataques usando os jogos como temática.

Embora os números tenham caído em relação ao ápice de 2,5 milhões de ataques registrados em novembro de 2020, a situação ainda preocupa. Entre os métodos usados por criminosos está a criação de sites com nomes que exploram a temática dos jogos e que fazem o redirecionamento para conteúdos como malwares ou páginas que roubam informações pessoais.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

Imagem: Divulgação/Kaspersky

Confira algumas das tendências apontadas pela Kaspersky:

  • Minecraft é o jogo que mais costuma ser usado como isca para golpes, seguido de perto por Counter-Strike: Global Offensive e Dota;
  • As ameaças mais comuns são trojans, que podem roubar dados, bloquear dispositivos e abrir a porta para outras ameaças chegarem ao computador;
  • Malwares costumam se disfarçar como versões gratuitas, atualizações ou extensões para jogos;
  • Programas que prometem trapaças ou versões desbloqueadas

“Há muitos jogadores online no mundo. Isso significa que os cibercriminosos continuarão interessados no setor e, como cada vez mais pessoas estão jogando em seus dispositivos de trabalho, esta prática coloca em risco os recursos da empresa. No entanto, os jogadores ainda podem desfrutar com segurança. Eles só precisam seguir as melhores práticas da cibersegurança”, explica Maria Namestnikova, chefe da Equipe Global de Investigação e Análise da Kaspersky.

Como se proteger?

Para se proteger contra as ameaças que rondam o universo dos games, é preciso ficar atento a alguns comportamentos comuns dos criminosos e apostar em soluções de segurança básicas em sua rotina. Confira algumas das dicas do Kaspersky:

  • Use senhas fortes (que misturam caracteres maiúsculos, minúsculos, especiais e numerais) e sempre ative a autenticação em duas etapas nos serviços em que ela é oferecida;
  • Desconfie de qualquer promessa de trapaça indevida ou cópias piratas de games populares;
  • Use softwares de proteção atualizados;
  • Não clique em links com ofertas imperdíveis ou que tenham remetentes desconhecidos: eles podem servir de iscas para infectar sua máquina com malwares que roubam seus dados pessoais.

Outra recomendação importante é evitar adquirir jogos em qualquer site que não seja o de serviços oficiais (como o Steam, a PSN, a Xbox Live ou o Nintendo eShop) ou de serviços considerados confiáveis. Na dúvida, sempre é uma boa ideia fazer pesquisas na internet por experiências de outros usuários para assegurar que um serviço é seguro e não se trata de uma fachada para golpes.

Fonte: Kaspersky

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.