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Avast lança "detector de deepfake" para Windows que analisa vídeos em tempo real

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Avast/Divulgação
Avast/Divulgação

A companhia de cibersegurança e privacidade Avast, parte da Gen, anunciou uma atualização para o Guardião Contra Golpes, que agora está disponível em todas as versões comerciais de seu antivírus: Avast Scam Guardian, Avast Scam Guardian Pro. Uma novidade volta contra os deepfakes também foi lançada, o Avast Deepfake Guard, esta para computadores com Windows.

Os novos recursos contra deepfakes são baseados em inteligência artificial e analisam e detectam proativamente áudios maliciosos em conteúdos de vídeo, ajudando o usuário na proteção contra golpes. Segundo a própria empresa, as medidas são uma resposta ao aumento significativo de fraudes envolvendo a tecnologia de imitação baseada em IA.

Golpes com deepfakes e proteção

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Leena Elias, Chief Product Officer na Gen, afirmou ao Canaltech que os deepfakes representam uma ameaça séria, mas são sintoma de um problema maior: a manipulação. Conteúdo gerado por IA, segundo ela, não são inerentemente prejudiciais, mas podem ser explorados pelos golpistas para gerar senso de urgência, fazer pressão na vítima e se aproveitar de sua confiança.

Com a Proteção contra Deepfakes do Avast, Elias espera que as pessoas entendam quando o conteúdo pode estar sendo manipulado e passem a tomar decisões mais seguras com base nisso. Atualmente, o vídeo se tornou o principal meio de informação de muitos usuários, e os golpistas acompanham esse movimento: estudos da Gen no quarto trimestre de 2025 identificaram 159.378 ocorrências únicas de golpes com deepfakes, combinando mídia manipulada com intenção fraudulenta clara.

O YouTube concentra a maior parte dos vídeos falsos com deepfakes bloqueados pelo PC através da tecnologia da empresa, seguido pelo Facebook e X (antigo Twitter). A maioria dos golpes com deepfakes aparece durante visualizações normais, não como downloads, anexos ou links. Eles estão integrados ao consumo cotidiano de vídeos e escondidos à plena luz do dia, conclui Elias.

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