Após ficar fora do ar, Itaú nega ataque cibernético e tem sistemas normalizados
Por Felipe Demartini • Editado por Wallace Moté |

O Itaú negou a ideia que um ataque cibercriminoso teria sido a causa da ampla instabilidade enfrentada por seus clientes ao longo desta segunda-feira (7). Os sistemas do banco ficaram fora do ar durante todo o dia, inclusive nas agências, com um comunicado da empresa indicando que o incidente não foi o resultado de um golpe digital.
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As plataformas da instituição começaram esta terça-feira (8) funcionando normalmente, enquanto o atendimento presencial também segue sem maiores problemas nas agências. De acordo com as redes sociais do banco, os sistemas foram restabelecidos nesta madrugada, com operações e consultas voltando a ficar plenamente disponíveis já na noite de segunda.
Durante o período em que o Itaú ficou fora do ar, entretanto, não era possível realizar pagamentos, verificar extratos ou fazer transferências via Pix, o que fez muitos clientes cogitarem, nas redes sociais, sobre a possibilidade de um golpe cibercriminoso. Em comunicado oficial emitido sobre o assunto, porém, a instituição deixou claro que não sofreu ataque externo e que os dados dos clientes estavam seguros:
O Itaú Unibanco informa que está com instabilidade de origem interna em seus sistemas nesta segunda-feira (7). O banco ressalta que não houve ataque externo de qualquer natureza e que os dados dos clientes estão seguros. O Itaú pede desculpas aos clientes e parceiros pelo inconveniente e informa que os sistemas estão sendo restabelecidos gradualmente.
A instabilidade no app do Itaú aconteceu justamente no quinto dia útil de agosto, tradicional data de pagamento de salários e momento em que muitos clientes pagam suas contas mensais. Com todas as operações impedidas, o caso também gerou preocupações quanto ao atraso no acerto de boletos e dificuldades no recebimento de valores. Na ocasião, o Itaú indicava aos clientes a busca pelos caixas eletrônicos e agências.
Em novo contato com o Canaltech, o Itaú confirmou que todos os sistemas do banco funcionam normalmente nesta terça-feira (8). A empresa citou causas internas como a razão para os problemas deste início de semana, sem dar mais detalhes sobre o assunto.
Com Itaú fora do ar, golpes foram registrados pelo WhatsApp
Temas sazonais e marcas renomadas costumam ser de grande interesse para os cibercriminosos, que aproveitam a falta de informações e as dificuldades técnicas para agir. Nesta segunda, enquanto o próprio Itaú deixava claro que não houve ataque cibernético aos seus sistemas, relatos de contatos suspeitos recebidos pelos clientes também começaram a surgir nas redes sociais.
Em meio aos problemas, mensagens fraudulentas enviadas pelo WhatsApp aproveitavam a situação para aplicar golpes. Em uma alternativa comum de phishing, a falsa comunicação em nome do banco alertava sobre o bloqueio de uma transferência de alto valor pelo Pix, com direito até mesmo a dados pessoais do cliente e de um suposto celular no qual a operação estaria sendo realizada.
O pedido era de confirmação da transação, além de verificação no aplicativo do banco que, como dito, estava impossibilitada. O intuito dos bandidos era induzir os usuários a retornarem o contato por meio do mensageiro, aplicando golpes que poderiam envolver a solicitação de mais informações pessoais, números de cartão de crédito ou a realização de transferências.
Em momentos de instabilidade como os registrados ontem, são reforçadas as medidas de proteção contra golpes desse tipo. O ideal é sempre desconfiar de contatos que aconteçam em nome de bancos ou instituições financeiras, principalmente quando ocorrerem por mensagem ou e-mail. Da mesma forma, a recomendação é não clicar em links nem baixar aplicativos que sejam enviados por estes meios.
Senhas bancárias ou de acesso a aplicativos jamais devem ser compartilhadas, enquanto contatos de conhecidos ou familiares pedindo transferências via Pix sempre devem ser confirmados. Desconfie da cobrança de taxas durante períodos de indisponibilidade ou após supostas transferências indevidas e, na dúvida, busque o atendimento oficial da empresa.