Alta de 300% no roubo de senhas impulsiona uso de outros métodos de autenticação

Alta de 300% no roubo de senhas impulsiona uso de outros métodos de autenticação

Por Dácio Castelo Branco | Editado por Claudio Yuge | 01 de Abril de 2022 às 22h20
LightFieldStudios/Envato

Desde 2018, o número de credenciais de acessos a serviços expostas por crimes virtuais ou falhas de privacidade aumentaram 300%, mostrando que somente as chaves e senhas não são o suficiente para usuários se protegerem. Para a Appgate, empresa de segurança cibernética, para mitigar essa situação e os riscos relacionados, as pessoas precisam procurar ativar outros meios de autenticação em seus sistemas digitais

Segundo a Appgate, entre os vários fatores de autenticação disponíveis hoje em dia, cada um se enquadra em uma de três categorias: a primeira, que se refere a algo que se conhece, como a senha de um usuário, é a menos segura; a segunda, que se relaciona a algo que se possui, como um código enviado por SMS, considerada forte, devido ao nível de dificuldade de manipulação; e a terceira e mais robusta, que é a biometria, algo inerente ao ser humano - e por conta do cenário de ameaças que vai se intensificando, esses métodos cada vez mais estão sendo buscados e utilizados.

“Embora muitos modelos de autenticação forneçam algum nível de proteção, nenhum modelo único é poderoso o suficiente por conta própria. É importante garantir que as organizações implementem autenticações seguras combinando modelos de diferentes categorias”, explica Marcos Tabajara, gerente nacional da Appgate no Brasil.

As vantagens (e desvantagens) de cada método de autenticação segura

Para Appgate, a biometria será um dos métodos de autenticação mais efetivos no futuro. (Imagem: Reprodução/ar130405/Pixabay)

Mas para utilizar de forma efetiva esses métodos, é necessário que os usuários saibam quais são as vantagens e desvantagens de cada um deles. A Appgate compartilhou com o Canaltech os detalhes das principais ferramentas de autenticação nesse contexto, e as listamos abaixo:

  • Reconhecimento do dispositivo: primeiro exemplo de reconhecimento de dispositivo em grande escala, os cookies foram criados no final dos anos 1990 e se tornaram comuns no início dos anos 2000. A tecnologia evoluiu e hoje incorpora diversos métodos que são constantemente atualizados, porém, os agentes fraudulentos podem acessar um dispositivo remotamente usando um Cavalo de Troia de Acesso Remoto (RAT).
  • Notificações push: a Blackberry foi a primeira a usar notificações push, mas Google e Apple se encarregaram de generalizá-las em 2009 e 2010. Esse fator apresenta uma mensagem pop-up em um dispositivo móvel permitindo que o usuário aceite uma transação ou inicie tentativa de sessão. É um método muito seguro, pois é aplicado no nível do dispositivo, mas depende do usuário ter acesso ao dispositivo originalmente registrado na conta.
  • Biometria de impressão digital: o ID de toque da Apple popularizou a biometria de impressão digital em 2013. Esse método exige apenas a impressão digital do usuário registrado para confirmar sua identidade, dificultando a replicação de um golpista.
  • Autenticação QR: A versão web do WhatsApp lançou a autenticação QR em 2015. Os códigos QR fornecem a cada usuário um código único. É uma forma de autenticação rápida, conveniente e muito segura.
  • Biometria Facial: o Face ID da Apple foi um dos primeiros exemplos de biometria facial para autenticar usuários. Entre as desvantagens está a dependência da iluminação e do ângulo do rosto do usuário. Além disso, pode ser simulado por uma foto ou vídeo do usuário.

“A biometria provavelmente será o caminho do futuro e substituirá totalmente as senhas. Os dados e a análise do contexto com base no comportamento habitual do usuário fornecem uma visão mais ampla, pois representam um desafio para o usuário sem causar problemas”, finaliza Tabajara.

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