Adware Pirrit é a praga mais comum em lista de ameaças no macOS

Adware Pirrit é a praga mais comum em lista de ameaças no macOS

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 30 de Agosto de 2021 às 22h20
Divulgação/Apple

Também presentes em outros sistemas operacionais, os adwares são as ameaças virtuais que mais ameaçam os usuários do MacOS. Esses códigos maliciosos se especializam na exibição de conteúdos publicitários não solicitados, mas também são capazes de roubar informações sensíveis ou controlar máquinas — características nas quais o Pirrit, ameaça mais comum da plataforma, se especializa.

Segundo uma pesquisa conduzida pela Check Point Software, o adware é bastante presente em ambientes corporativos. A ameaça surgiu no Windows em 2014 e foi detectada no MacOS pela primeira vez em 2016, tendo foco principal na exibição de propagandas, mas também trazendo características que permitem a exfiltração de dados e até mesmo a tomada do controle do dispositivo infectado.

Imagem: Divulgação/Check Point Software

"Apesar de os números não serem tão dramáticos quanto no ambiente Windows, é necessário enfatizar a segurança independentemente do dispositivo e sistema operacional. Qualquer ataque bem-sucedido pode ter sérias consequências, especialmente num ambiente corporativo", explica Fernando de Falchi, gerente de Engenharia de Segurança da Check Point Software Brasil.

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Ameaças devem crescer em longo prazo

Apesar de o MacOS ainda ser mais seguro em relação a sistema da Microsoft, isso não significa que é possível ignorar as ameaças existentes ou acreditar que a situação vai permanecer assim. Conforme explica de Falchi, malwares aparentemente mais fracos podem trazer consigo ataques mais destrutivos e, a longo prazo, os aparelhos Apple devem ser alvo de mais ameaças digitais — o que inclui também seus dispositivos móveis.

Em maio deste ano, a própria Maçã citou o número crescente de malwares presentes no MacOS como um dos motivos para exercer um grande controle sobre os conteúdos que entram na App Store do iOS. A empresa também reconheceu que tem sido menos efetiva do que gostaria no combate a ameaças digitais e que precisa reforçar a maneira como responde a elas.

Para os pesquisadores da Check Point Software, a melhor forma de combater as novas ameaças que devem surgir é apostar em meios que priorizem a prevenção, independentemente do sistema utilizado. Além de se preocupar com ameaças digitais tradicionais, usuários também devem ficar atentos a técnicas que apelam para engenharia social e ao phishing, que são grandes portas de entrada para malwares entrarem em sistemas.

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