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2,6 bilhões de dados de usuários vazaram desde 2021, aponta Apple

Por| Editado por Wallace Moté | 12 de Dezembro de 2023 às 12h10

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Gerd Altmann/Pixabay
Gerd Altmann/Pixabay
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Uma pesquisa da Apple revelou que 2,6 bilhões de dados pessoais de usuários vazaram na internet desde 2021. O crescimento registrado nos últimos dois anos é histórico, mas acompanha uma tendência de aumento que começou em 2013; de lá para cá, o total anual de informações comprometidas triplicou.

E o avanço de 2023 só mostra piora nos indicadores, com 360 milhões de pessoas atingidas por ataques até setembro. Segundo o levantamento, os nove primeiros meses deste ano apresentaram 20% mais brechas do que o recorde histórico, enquanto 80% dos vazamentos ocorreram a partir da nuvem. Os ataques contra infraestruturas assim, também, quase dobraram nos últimos dois anos.

Internacionalmente falando, os sinais também são caóticos. O total de contas de usuário comprometidas no primeiro semestre deste ano foi maior do que o dobro do registrado no mesmo período de 2022; os números levam em conta somente os quatro principais territórios analisados pela Apple: EUA, Canadá, Reino Unido e Austrália.

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Os números apresentados pela Maçã em parceria com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) indicam que as empresas que possuem serviços na nuvem estão na mira direta dos cibercriminosos. O levantamento, também, fez com que a Apple evidenciasse a necessidade de criptografia de ponta a ponta em plataformas digitais como maneira de conter o avanço dos vazamentos.

O estudo chama a atenção, ainda, para os dados de saúde, que se tornaram moeda valiosa entre os cibercriminosos. Os golpes nesse sentido ainda estão em ascensão, mas o panorama já é de alto risco, com um em cada quatro americanos sendo vítima da exposição de informações desse tipo até setembro deste ano.

Criptografia é apontada como solução

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A Apple aponta a necessidade de sistemas robustos de criptografia e proteção de dados como o principal caminho para o combate aos ataques digitais. Na visão de Craig Federighi, vice-presidente sênior de engenharia de software da empresa, a engenhosidade dos bandidos cresce junto com os números de comprometimento, exigindo medidas mais avançadas dos provedores de serviço.

Os ataques de ransomware são vistos como a principal ameaça e cresceram 70% neste ano — entre janeiro e setembro de 2023, foram registrados mais golpes desse tipo do que em 2022 inteiro. Os golpes contra a cadeia de suprimentos, principalmente os que atingem empresas parceiras de grandes corporações, também são citados como um elemento importante para esse avanço no cibercrime.

Diante de um cenário de digitalização cada vez mais absoluto, de nada adianta os dados serem criptografados no dispositivo do usuário se as organizações também não contarem com mecânicas robustas de proteção. É justamente por isso que os atacantes tentam focar em companhias menores e com menos recursos, representando maior chance de um comprometimento bem-sucedido.