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VUM: OMS muda classificação dos vírus descendentes da variante Ômicron

Por| Editado por Luciana Zaramela | 16 de Março de 2023 às 18h57

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  Abdelrahman_El-masry/Envato
Abdelrahman_El-masry/Envato

Para evitar uma nova crise de saúde pública envolvendo a covid-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) monitora as mutações do coronavírus SARS-CoV-2, procurando entender se as mudanças alteram a eficácia das vacinas, a gravidade da doença ou se espalham mais rapidamente. Nesta quinta-feira (16), a organização passa a considerar em suas análises a maioria das cepas descendentes da variante Ômicron, classificadas como Variantes sob monitoramento (VUMs).

A última vez que o sistema de acompanhamento da OMS sofreu um ajuste deste nível foi em fevereiro do ano passado, quando a Ômicron passou a ser considerada uma Variante de preocupação (VOC).A diferença entre os termos, em linhas gerais, é que a VOC tem capacidade comprovada de afetar negativamente a saúde pública, enquanto o impacto da VUM ainda é desconhecido.

Entenda o significado da sigla VUM na pandemia da covid-19

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Segundo a definição da OMS, a nomenclatura VUM será usada, a partir de agora, para descrever qualquer cepa com alterações genéticas que se suspeita afetar as características do vírus da covid-19 e que apresente sinais precoces de vantagem de crescimento em relação a outras cepas circulantes. Basicamente, entram na classificação variações do vírus com boa habilidade em se proliferar e que tenham alguma "habilidade especial".

Para além desses dois critérios, é fundamental que o impacto epidemiológico permaneça incerto, ou seja, não saber se a sua disseminação pode provocar uma crise de saúde pública. Nestes casos, o monitoramento é fundamental.

Quais são as VUMs do coronavírus?

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No momento, a OMS confirmou a existência de quatro cepas, todas descentes da variante Ômicron, que se classificam como VUMs:

  • BQ.1;
  • CH.1.1;
  • XBB;
  • XBF.

Cepa XBB.1.5 finalmente vai ganhar uma letra grega?

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Por causa das mutações envolvendo a cepa XBB.1.5, existiu um movimento dentro da comunidade científica defendendo que ela recebesse uma letra grega, como Pi, e fosse formalmente reconhecida como uma VOI pela OMS. Inclusive, de forma informal, foi apelidada como a variante Kraken, em referência ao monstro marinho da mitologia nórdica.

No entanto, a XBB.1.5 ainda não merece essa classificação, dentro das análises da OMS. Por outro lado, o grupo de especialistas da organização também entende que ela não é uma "simples" VUM. Neste caso, ela será enquadrada numa outra classificação já existente, a de Variante de interesse (VOI) — hoje, ela é a única cepa em circulação que recebe este nome. É a posição intermediária entre o risco real (VOC) e a necessidade apenas de acompanhamento (VUM).

Isso porque, segundo relatório da OMS, divulgado no final de fevereiro, os autores concluíram que "as informações disponíveis não sugerem que o XBB.1.5 tenha riscos adicionais à saúde pública em relação às outras linhagens descendentes de Ômicron atualmente em circulação". Eventualmente, isso pode mudar.

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Quais são as cepas do vírus da covid-19 que a OMS monitora hoje?

Além da VOI (XBB.1.5) e das VUMs (BQ.1, CH.1.1, XBB e XBF), a OMS segue monitorando as VOCs conhecidas — as únicas a ganharam e manterem uma letra do alfabeto grego como nome —, como Alfa, Beta, Gama, Delta e Ômicron. No entanto, a única que segue em circulação no globo é a Ômicron, associada com suas descendentes.

Embora todas essas letras, números e classificações sejam confusos, são a melhor forma encontrada para que a comunidade científica e as pessoas consigam compartilhar informações sobre a covid-19. Inclusive, esta lista ainda deve se tornar maior com o passar do tempo, já que, como a própria OMS lembra, "o SARS-CoV-2 continua a evoluir". Para a humanidade, resta antever seus passos, quando possível, e manter as vacinas atualizadas.

Fonte: OMS (1) e (2)