Vírus comum em nosso organismo pode prever intensidade e recuperação da covid-19

Vírus comum em nosso organismo pode prever intensidade e recuperação da covid-19

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 25 de Setembro de 2021 às 15h30
kjpargeter/Freepik

Um recente estudo da Universidade de São Paulo (USP) sugere que um vírus presente no nosso organismo pode servir como biomarcador para covid-19. Trata-se do TTV (torquetenovírus), comum também em macacos e animais domésticos. Acontece que, segundo a descoberta dos pesquisadores, a concentração de TTV no organismo de um infectado pelo SARS-CoV-2 pode prever a intensidade e a recuperação da covid-19.

Para entender essa relação, o grupo analisou amostras de 91 pacientes com infecção pelo SARS-CoV-2 e de outras 126 pessoas que apresentaram alguns sintomas de gripe, mas que testaram negativo para a doença. Os cientistas perceberam que os níveis de TTV aumentaram nos infectados pela covid-19: quanto mais altos, mais tempo eles permaneceram doentes, enquanto a queda da carga viral foi acompanhada de resolução dos sintomas. Enquanto isso, nos indivíduos não infectados, a concentração de TTV ficou estável.

(Imagem: fernando zhiminaicela/Pixabay)

Com amostras coletadas de pacientes atendidos, os pesquisadores do IMT-USP analisam como varia a eliminação do SARS-CoV-2 ao longo do tempo em diversos fluidos corporais, entre eles sangue, urina e saliva. O grupo afirma que todos os pacientes incluídos na pesquisa tiveram quadros leves ou moderados de covid-19.  Já por meio de um questionário aplicado aos participantes, foi possível constatar que nenhum deles era portador de doenças que causam imunossupressão, como câncer ou Aids.

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Em suma, os pesquisadores acreditam que a covid-19, ao provocar um desequilíbrio imunológico, pode levar a certo grau de imunodepressão. E isso favorece a replicação do TTV. No entanto, não há uma aplicação clínica direta para a descoberta. A ideia é analisar cada vez mais essa relação para que no futuro, isso possa contribuir para aprimorar o diagnóstico da doença em questão.

Fonte: Agência Fapesp

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