Varíola dos macacos representa "risco para saúde pública", segundo OMS

Varíola dos macacos representa "risco para saúde pública", segundo OMS

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 15 de Junho de 2022 às 19h40
twenty20photos/Envato

O surto mundial de varíola dos macacos “representa um risco real para a saúde pública”, segundo declaração feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (15). Um comitê especial da pretende avaliar se deve declarar a doença como uma “emergência de saúde pública de interesse internacional”, rótulo que a covid-19 carrega desde 2020.

“A magnitude do surto representa um risco real. Quanto mais tempo o vírus circular, mais estenderá seu alcance e mais forte será a base da doença em países não endêmicos”, alerta Hans Kluge, diretor regional da OMS na Europa, região que continua sendo o epicentro desse surto crescente, com 25 países relatando mais de 1.500 casos, ou 85% do total global.

"Governos, parceiros de saúde e sociedade civil precisam agir com urgência e juntos para controlar esse surto", acrescenta Kluge. Em seu ponto de vista, a luta contra a varíola dos macacos deve acontecer em três passos:

  • Vigilância aprimorada, rastreamento de contatos e prevenção e controle de infecções
  • Envolvimento intensivo da comunidade e uma comunicação mais clara
  • Colaboração regional genuína e altruísta — imediatamente e a longo prazo
Diretor regional da OMS faz orientações sobre varíola dos macacos (Imagem: furmanphoto/envato)

"Os médicos precisam saber o que devem procurar e como gerenciar casos suspeitos. O público em geral também precisa saber o que procurar e o que deve fazer. Uma vez identificados, os pacientes com suspeita ou confirmação de varíola dos macacos devem ser isolados até que seus sintomas sejam totalmente contidos", orienta o especialista da OMS.

"Devemos lembrar que o vírus da varíola dos macacos não está ligado a nenhum grupo específico. Estigmatizar certas populações prejudica a resposta da saúde pública, como vimos repetidamente em contextos tão diversos quanto HIV, tuberculose e covid-19", acrescenta Kluge em sua declaração.

De acordo com o diretor regional, a varíola dos macacos não é um motivo para cancelar eventos, mas uma oportunidade de aproveitá-los para impulsionar engajamento na luta contra a doença.

O diretor relembra que atualmente existem quantidades limitadas de vacinas e antivirais para a varíola dos macacos e dados limitados sobre seu uso. "A vacinação em massa não é recomendada ou necessária neste momento. A vacinação direcionada, antes ou depois da exposição ao vírus, pode beneficiar os contatos dos pacientes, incluindo os profissionais de saúde", finaliza.

Fonte: OMS, AFR

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