Ministério da Saúde negocia compra de vacinas da varíola dos macacos

Ministério da Saúde negocia compra de vacinas da varíola dos macacos

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 13 de Junho de 2022 às 15h40
Ssp48/Envato Elements

O Brasil negocia a compra de doses da vacina contra a varíola dos macacos (Monkeypox), segundo secretário do Ministério da Saúde. No momento, o país registra três casos confirmados da infecção, sendo um no Rio Grande do Sul e dois em São Paulo.

As negociações para a compra de vacinas contra a varíola dos macacos foram confirmadas pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, durante entrevista para o jornal Metrópoles.

Ministério da Saúde negocia a compra de doses da vacina contra a varíola dos macacos para o Brasil (Imagem: Wavebreakmedia/Envato Elements)

Caso o contrato seja fechado, as primeiras doses devem chegar em agosto. “A expectativa é que as doses cheguem entre o terceiro e o quarto trimestre deste ano, provavelmente a partir de agosto”, comenta o secretário.

No momento, o Ministério da Saúde já se encontrou com o fabricante dos imunizantes contra o vírus monkeypox. Além disso, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) está intermediando a aquisição.

Quem deve receber a vacina contra a varíola dos macacos?

De acordo com Medeiros, a vacinação contra a varíola dos macacos deve se limitar aos público de risco para a infecção. “É um público-alvo bem mais restrito do que o da covid-19", adianta o secretário. Inclusive, a Organização Mundial de Saúde (OMS) não orienta a vacinação em massa contra a doença.

No momento, o governo brasileiro pretende imunizar apenas profissionais de saúde, que têm a atuação relacionada com o diagnóstico da doença, e pessoas que tiveram contato próximo com o paciente infectado.

Anvisa aprova uso da vacina no Brasil?

Vale lembrar que, até agora, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) "não recebeu solicitação de autorização para vacina ou medicamentos contra a varíola ou varíola do macaco". Pedidos do tipo devem ser protocolados pelo próprio laboratório farmacêutico.

Em situações de emergência de saúde pública, a Anvisa explica que pode autorizar a importação, em caráter de excepcionalidade, como foi com as vacinas. "Para a eventual necessidade de importação de produtos, a Anvisa tem regulamentação que trata da importação de medicamentos e vacinas sem registro no Brasil, a resolução RDC 203/2017", afirma. Provavelmente, essa alternativa deve ser usada para a importação das doses pelo Ministério da Saúde.

Fonte: Metrópoles e Anvisa  

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