Pfizer, Janssen, Moderna e AstraZeneca estudam vacinas contra variante Ômicron

Pfizer, Janssen, Moderna e AstraZeneca estudam vacinas contra variante Ômicron

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 29 de Novembro de 2021 às 19h10
Dante Doria/ Pixabay

Para garantir a eficácia das vacinas contra a covid-19, farmacêuticas e pesquisadores trabalham em duas frentes contra a variante Ômicron (B.1.1.529) do coronavírus SARS-CoV-2: estudos para entender a resposta imunológica dos imunizantes já disponíveis e pesquisas para adaptar as fórmulas atuais. São os casos da Pfizer, Janssen, Moderna e AstraZeneca.

A descoberta da variante Ômicron gerou um alerta global, incluindo o fechamento das fronteiras de inúmeros países para conter novos surtos da covid-19. Na sexta-feira (26), a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a cepa é uma Variante de Preocupação (VOC, na sigla em inglês).

Pfizer, Janssen e outras farmacêuticas investem em pesquisas para avaliar eficácia das vacinas contra a variante Ômicron (Imagem: Reprodução/Stevanovicigor/Envato Elements)

Enquanto novas vacinas são desenvolvidas e estudos são conduzidos para entender a eficácia dos imunizantes já existentes, é necessário ampliar a cobertura vacinal do continente africano, a mais baixa do mundo. Apenas, 7,2% dos africanos estão com o esquema vacinal completo, ou seja, receberam duas doses de alguma vacina ou um imunizante de dose única. Este cenário favorece o aparecimento de novas mutações do vírus da covid-19.

Novas vacinas contra a Ômicron

Na luta contra a variante Ômicron do coronavírus, a farmacêutica Moderna anunciou que pode levar meses para distribuir comercialmente um imunizante adaptado para as novas mutações do vírus da covid-19, caso seja necessário.

Por enquanto, o CEO da Moderna, Stéphane Bancel, afirma que a eficácia das vacinas disponíveis contra a Ômicron ainda é desconhecida. Informações mais precisas só deverão ser compartilhadas em duas semanas. Independente do cenário, testes pela adaptação da fórmula já começaram.

Além disso, a empresa de biotecnologia BioNTech, parceira da farmacêutica Pfizer, também trabalha no desenvolvimento de um imunizante sob medida para conter a Ômicron. A BioNTech estima que o prazo total deve ser de até 100 dias, caso necessário. Estudos para avaliar a eficácia do esquema vacinal já existente também são feitos.

Agora, a Janssen — braço farmacêutico da Johnson & Johnson — também avalia a eficácia de sua vacina contra a nova cepa. Outra frente de pesquisadores busca um imunizante específico para as novas mutações do vírus.

"Começamos a trabalhar para projetar e desenvolver uma nova vacina contra a Ômicron e vamos progredir rapidamente em estudos clínicos, se necessário", afirmou Mathai Mammen, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Janssen.

Por fim, a farmacêutica AstraZeneca — responsável por desenvolver a vacina Covishield (Oxford/Fiocruz) — também conduz pesquisas para avaliar a eficácia do imunizante já existente contra a cepa. Os estudos ocorrem em Botsuana e Essuatíni, onde casos da variante foram identificados.

Fonte: ReutersThe Guardian e Our World in Data  

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