Vacina de Oxford contra COVID pode ter registro liberado apenas em junho de 2021

Vacina de Oxford contra COVID pode ter registro liberado apenas em junho de 2021

Por Natalie Rosa | 15 de Julho de 2020 às 14h39
Retha Ferguson/Pexels

A esperança por uma vacina contra a COVID-19, doença provocada pelo novo coronavírus, é grande. No entanto, além do desenvolvimento dos anticorpos, existem outras questões burocráticas a serem resolvidas, principalmente por se tratar de uma demanda mundial, e que devem atrasar o processo. Agora, a reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Soraia Smaili, revelou que o registro da vacina deve ser liberado apenas em junho do ano que vem.

Em entrevista à Globo News, a especialista se referiu à vacina que vem sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, testada no Brasil. Estão participando dos testes, em todo o mundo, 50 mil pessoas — e 10% do total acontece aqui no Brasil, sendo duas mil pessoas na Bahia, duas mil em São Paulo e mil no Rio de Janeiro.

Imagem: Reprodução

Por aqui, a coordenação da aplicação da vacina em São Paulo está por conta do Centro de Referência para Imunobiólogos Especiais (CRIE), da Unifesp, e um dos centros de teste é coordenado pela cientista brasileira Daniela Ferreira, doutora pelo Instituto Butantan. Smaili afirmou na entrevista que não acredita que existam resultados promissores tão cedo. "Com a quantidade de pessoas que estão recebendo a vacina no mundo, é possível que tenhamos resultados promissores no início do ano que vem e o registro em junho", conta.

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De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), a vacina de Oxford vem sendo a mais adiantada e mais avançada do mundo. Recentemente, por se tratar de uma vacina emergencial, a universidade reduziu o período de testes da fase 3 de 18 para 12 meses. "É preciso respeitar o tempo do estudo. E precisa ter os resultados, pelo menos, dos 6 primeiros meses, para saber qual o conjunto dos resultados", completou a reitora.

Até o momento, segundo a OMS, existem 163 vacinas contra a COVID-19 sendo testadas, com 23 delas já na fase clínica, que consiste nos testes em humanos.

Fonte: G1

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