Ter enxaqueca pode te proteger do diabetes; entenda como

Ter enxaqueca pode te proteger do diabetes; entenda como

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 28 de Agosto de 2021 às 09h30
Marcel Strauß/Unsplash

Pode parecer estranho, mas a enxaqueca te protege do diabetes. Pelo menos é isso o que afirma um estudo da Universidade do Tennessee: pessoas que têm enxaqueca possuem menos probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2, enquanto algumas pessoas que desenvolvem diabetes tornam-se menos propensas a ter enxaquecas.

O estudo se concentra em como os peptídeos que causam a dor da enxaqueca podem influenciar a produção de insulina em camundongos, possivelmente regulando a quantidade de insulina secretada ou aumentando o número de células pancreáticas que a produzem. Essas descobertas podem melhorar os métodos de prevenção ou tratamento do diabetes.

Os pesquisadores observam que as enxaquecas acontecem no cérebro, enquanto a diabetes está associada ao pâncreas, e esses órgãos estão distantes um do outro. Eles já sabiam que dois peptídeos no sistema nervoso desempenham um papel importante em causar a dor da enxaqueca, e que esses mesmos peptídeos também são encontrados no pâncreas, onde influenciam a liberação de insulina das células.

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(Imagem: RossHelen/Envato)

A insulina regula os níveis de açúcar no sangue ajudando outras células do corpo a absorver a glicose e armazená-la ou usá-la para obter energia. No diabetes tipo 2, essas outras células se tornam resistentes à insulina e menos capazes de absorver glicose, levando a níveis elevados de açúcar no sangue.

Para investigar a atividade dos peptídeos em camundongos, o grupo desenvolveu um método para coletar dados de centenas de células beta. A técnica mostrou que os peptídeos reduziram os níveis de insulina 2 de camundongos. “Uma vez que entendemos como os peptídeos exercem seus efeitos sobre a secreção de insulina, podemos projetar análogos de peptídeos que controlariam a insulina, mas não se ligariam ao receptor da dor”, apontam os pesquisadores.

Fonte: Science Blog

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