Talvez nunca exista uma vacina contra COVID-19, declara OMS; entenda

Por Fidel Forato | 03 de Agosto de 2020 às 14h56
Retha Ferguson/Pexels

Na pandemia da COVID-19, muitos países e pesquisadores têm apostado em uma vacina contra o vírus, entretanto, essa pode não ser a saída mais viável. Em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (3), o diretor-geral da Organização Mundial Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que vacina e, até mesmo, a cura para o novo coronavírus (SARS-CoV-2) podem não se tornar uma realidade. 

“Não existe bala de prata no momento e, talvez, nunca exista”, defende Ghebreyesus. Segundo o diretor-geral, o que existem são ensaios clínicos em andamento — inclusive seis potenciais vacinas estão na fase 3 dos testes (a última etapa para a conclusão). Só que existe a possibilidade de nenhuma delas oferecer a imunização esperada contra a COVID-19. 

OMS alerta para a possibilidade de nunca encontrarem uma vacina contra a COVID-19 (Foto: Reprodução/ Unsplash)

“Há preocupação de que, talvez, não tenhamos uma vacina que funcione. Ou que a proteção oferecida possa durar apenas alguns meses, nada mais”, explica o diretor-geral. Nesse sentido, é importante aguardar a conclusão dos testes e, a partir deles, traçar os próximos passos do combate a essa pandemia.

Pandemia continua

Durante a coletiva, Ghebreyesus lembrou que a maioria da população mundial permanece vulnerável ao novo coronavírus, mesmo em países que enfrentaram situações graves. "Sabemos de estudos sorológicos em que a maioria das pessoas permanece suscetível à COVID-19, mesmo em áreas que sofreram surtos graves. Na semana passada, vimos vários países que pareciam ter passado pelo pior, agora enfrentando novos picos nos casos", avisou o diretor-geral.

Diante desse risco, a OMS continua a reforçar medidas de segurança para que pessoas evitem a transmissão do novo coronavírus, com o uso de máscaras, o distanciamento social e a higienização das mãos até que haja um remédio ou tratamento para os pacientes da COVID-19. Também é importante evitar locais lotados e manter bons hábitos de higiene ao tossir, por exemplo.

Agora, para os países a orientação é que identifiquem o maior número possível de casos da COVID-19, além do rastreamento de contatos contaminados e isolamento desses pacientes. “Se fizermos tudo, se adotarmos uma abordagem abrangente, podemos mudar isso”, defende o diretor-geral.

Isso porque o mundo continua a enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Na última sexta-feira (31), em reunião, o comitê da OMS manteve a categoria de emergência global de saúde pública para a COVID-19. Em números globais, o novo coronavírus já infectou 18 milhões de pessoas, sendo que mais de 690 mil perderam suas vidas em decorrência da COVID-19, segundo a plataforma Worldometer.


 

Fonte: Estadão e OMS  

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