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Suíça adota a doação de órgãos como regra geral

Por| Editado por Luciana Zaramela | 17 de Maio de 2022 às 09h38

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 LightFieldStudios/envato
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Para aumentar o número de doações de órgãos, a Suíça inverteu a regra geral para o procedimento. Adotando o consentimento presumido, o país assume que todas as pessoas aptas podem ser doadoras, caso se encaixem nas regras após a morte. A decisão subverte o padrão da maioria dos países.

A exceção será para aqueles que, em vida, recusarem ser doadores de órgãos. Além disso, se os parentes acreditaram que a pessoa não gostaria de doar, o procedimento não será realizado. Em casos onde os parentes não podem ser identificados, nenhum órgão deverá ser removido. As novas regras somente serão aplicadas em pessoas com mais de 16 anos.

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No momento, a Suíça está em processo de transição entre o modelo antigo e o novo entendimento, aprovado em um referendo que obteve 60% dos votos favoráveis. A medida deve entrar em vigor a partir de 2024, segundo a Secretaria Federal de Saúde Pública.

O que é consentimento presumido?

Vale explicar que, na lei anterior, a doação só era permitida se o indivíduo tivesse consentido em vida. Além de querer ser um doador, a pessoa deveria comunicar obrigatoriamente isso para a sua família, do contrário o desejo poderia não se concretizar. Muitos familiares desconhecem essa vontade do indivíduo e, com isso, a doação acaba não sendo feita.

No Brasil, não existe a ideia do consentimento presumido e a questão da doação de órgãos é um grande problema para a saúde no país. Em setembro de 2021, 53,2 mil pessoas estavam na fila de espera por um transplante de órgão, segundo Ministério da Saúde. Dessas, 31 mil aguardavam um rim e 19 mil esperavam por uma córnea. Não há previsão de transplante para a maioria desses indivíduos.

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Decisão da Suíça deve salvar vidas

Apesar de uma fila menor, a Suíça também enfrenta o déficit na doação de órgãos. No final de 2021, cerca de 1,4 mil pacientes aguardavam por um transplante de órgão. No entanto, apenas 166 pessoas doaram naquele ano. Com as doações, os médicos conseguiram atender 484 pacientes.

Agora, os especialistas enxergam a mudança na legislação da doação de órgãos, com o consentimento presumido, como uma evolução na legislação atual. A mudança deve salvar milhares de vidas, lembra Franz Immer, diretor da fundação Swisstransplant.

Fonte: The Guardian e Agência Brasil