Startup quer aumentar acesso a terapias online com preços baixos

Startup quer aumentar acesso a terapias online com preços baixos

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 03 de Setembro de 2021 às 19h40
pch.vector/Freepik

A startup Buscoterapia é mais uma a focar no nicho de terapias online no Brasil, onde já atuam empresas como Vittude, TelavitaZenklub — sendo esta última talvez a mais bem sucedida, ao ter recebido aporte de US$ 45 milhões (R$ 233 milhões) em fevereiro. Mas o diferencial da Buscoterapia foi tornar tudo mais acessível, chegando até a criar uma campanha de atendimento gratuito no ano passado, em meio aos tempos difíceis da pandemia.  

A temporada foi chamada de “Plantão Psicológico” e funcionou até dezembro do ano passado. A startup conseguiu mobilizar psicólogos para tratar a ansiedade das pessoas. Segundo disse Flavio Vaz de Oliveira, um dos fundadores da Buscoterapia ao site Exame, o tema da campanha foi esse porque o nervosismo “de não saber o que vai acontecer no próximo dia trouxe às pessoas esse sofrimento. E a ansiedade desencadeia outras coisas, como depressão, violência doméstica ou separação”.

Ainda que tenham deixado de ganhar dinheiro com a iniciativa, a startup viu nisso um ganho em outra frente: a da construção de relacionamentos e confiança na plataforma. “Criamos conexão entre aqueles que precisam de terapia e aqueles que não têm como se divulgar, como profissionais que acabaram de concluir o ensino superior e ainda não possuem uma rede de pacientes consolidada”, argumentou Oliveira a Exame.

Imagem: Reprodução/engin akyurt/Unsplash

Mesmo após a campanha, a Buscoterapia continuou na pegada de tornar seu serviço acessível. A plataforma tem consultas a preços baixos,de R$ 80 a R$ 200. A empresa também diz estar em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com sigilo absoluto dos prontuários dos psicólogos.

Assim como na concorrência, a plataforma usa videochamada para as consultas online, mas também traz uma agenda de pacientes para o psicólogo, um painel de controle financeiro, lembretes pré-consulta e um prontuário com hashtags para indexar as questões de saúde mental de cada cliente.

Fonte: Exame

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