Seu ritmo de andar pode te colocar no grupo de risco da COVID-19, segundo estudo

Por Nathan Vieira | 17 de Março de 2021 às 14h04
Arek Adeoye/Unsplash

Com o decorrer da pandemia, muitos estudos vieram à tona com a proposta de desvendar a COVID-19, doença que tem preocupado tanto a população mundial. Assim, surgiram muitos métodos de identificar fatores de risco. Recentemente, um estudo publicado no The International Journal of Obesity apontou uma nova forma de perceber um fator de risco: a velocidade com a qual a pessoa caminha.

De acordo com o estudo realizado pelos cientistas do Leicester General Hospital (Reino Unido) envolvendo dados de mais de 400 mil pacientes com COVID-19, o grupo com a caminhada mais lenta tem 88% mais probabilidade de adoecer gravemente e 83% desse grupo tem mais probabilidade de morrer pela doença do que o grupo com a caminhada mais rápida.

“Já sabemos que a obesidade e a fragilidade são os principais fatores de risco para os resultados do COVID-19. Este é o primeiro estudo a mostrar que pessoas com a caminhada lenta têm um risco muito maior de contrair resultados graves de COVID-19, independentemente do peso", disse o autor principal do estudo, Thomas Yates.

No entanto, ainda há muito caminho pela frente. Os pesquisadores almejam trabalhar mais para determinar o grau de relação entre a velocidade do andar e a gravidade da doença. Mas a ideia é que, dependendo da relação, essa informação ajude os médicos a identificar melhor os pacientes de alto risco com antecedência.

Estudo do Leicester General Hospital (Reino Unido) relaciona a velocidade da caminhada com a chance de casos graves e mortes por COVID-19 (Imagem: Jenny Hill/Unsplash)

O estudo justifica que a velocidade de caminhada serviu como um indicador para a aptidão física geral e saúde cardiovascular. No entanto, outra ressalva do estudo é que os próprios pacientes descreveram suas velocidades de caminhada. O que um paciente considerou lento pode ter sido moderado para outro, portanto, permanecem as dúvidas sobre o quão padronizados os dados eram em primeiro lugar.

“Na minha opinião, estudos de saúde pública e pesquisas de vigilância devem considerar a incorporação de medidas simples de aptidão física, como ritmo de caminhada, além do IMC, como potenciais preditores de risco dos resultados do COVID-19, que podem, em última instância possibilitar melhores métodos de prevenção que salvam vidas”, disse Yates.

Fonte: The International Journal of Obesity via Futurism

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