Risco de morrer pela COVID-19 é 40 vezes maior do que por trombose, diz CDC

Risco de morrer pela COVID-19 é 40 vezes maior do que por trombose, diz CDC

Por Natalie Rosa | Editado por Luciana Zaramela | 17 de Maio de 2021 às 12h00
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Desde o início do ano, muito tem se falado sobre a relação da vacina contra a COVID-19 com o aparecimento de casos de trombose em algumas pessoas, algumas vezes sendo fatal. Também vem sendo argumentado, desde o começo dos casos, que os benefícios do imunizante contra o coronavírus supera os baixos riscos de desenvolver coágulos sanguíneos.

Agora, sabemos que o risco de morrer pela COVID-19 é 40 vezes maior do que o risco raro de desenvolver coágulos sanguíneos depois de receber uma vacina da Janssen (Johnson & Johnson). Na última quarta-feira (12), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos anunciou que recebeu a informação de que 28 pessoas entre 8,7 milhões tiveram problemas com coágulos no sangue após serem vacinadas com o imunizante entre os dias dois de março e sete de maio.

Imagem: Reprodução/twenty20photos/Envato

Destas 28 pessoas, três morreram pela condição, que é conhecida como síndrome de trombose com trombocitopenia. Porém, durante o mesmo período, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, mais de 2,2 milhões de pessoas foram diagnosticadas com a COVID-19 e mais de 43 mil delas morreram. Dentro do grupo de 8,7 milhões de pessoas vacinadas, foram relatados 59 mil casos de infecção pelo coronavírus nos últimos dois meses, e cerca de 1.150 pessoas morreram. Ou seja, 40 vezes mais que o número de vítimas de trombose.

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De acordo com os dados do CDC, as chances de uma pessoa vacinada com o imunizante da Janssen desenvolver síndrome de trombose com trombocitopenia é de uma em 300 mil. Foram relatados casos da condição em pessoas com idade entre 18 a 59 anos, grande parte aparecendo em pessoas de 30 a 49 anos. A extrema maioria dos casos acontece em mulheres e apenas seis foram registrados em homens. Mais uma vez, o CDC reforça que os benefícios da vacinação são superiores a esse risco.

Tom Shimabukuro, médico do CDC, diz que médicos e pacientes já foram alertados sobre a possibilidade de uma complicação por trombose após a vacina, para que ela possa ser diagnosticada e tratada o quanto antes. "Não existem casos com um distúrbio de coagulação documentados ou conhecidos", diz o profissional. "É importante reconhecer a trombose cedo e iniciar o tratamento apropriado. É uma condição rara, clinicamente séria e que traz risco à vida", completa.

Fonte: CNN

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