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Ressaca no Carnaval | Como se cuidar se exagerar na bebida?

Por| Editado por Luciana Zaramela | 14 de Fevereiro de 2023 às 16h25

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YuriArcursPeopleimages/Envato
YuriArcursPeopleimages/Envato

Carnaval é sinônimo de festa regada a muita bebida e diversão. E, quem bebe, sabe: a ressaca é praticamente inevitável, ainda mais se formos considerar os quatro dias de festa. A boa notícia é que, sim, há formas de evitar a ressaca, e traremos aqui alguns conselhos para que você amenize ou até mesmo evite se sentir como se tivesse sido atropelado por um caminhão no dia seguinte.

A ciência ainda não descobriu uma fórmula mágica para impedir a ressaca, apesar de haver drinks e shots vendidos no mercado prometendo evitá-la. Em 2021, cientistas do King’s College London, no Reino Unido, coordenaram uma revisão sistemática — estudo que compara resultados obtidos em outras pesquisas sobre o mesmo tema — sobre a cura da ressaca, mas sem sucesso quanto à resolução do problema.

O que causa ressaca?

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Antes de seguirmos, é importante entender o que provoca a ressaca após a ingestão excessiva de cervejas e drinks. O álcool é um diurético e, como tal, faz com que a produção de urina pelo corpo aumente, provocando variados graus de desidratação.

O consumo de bebida alcoólica retarda a liberação de um hormônio antidiurético (ADH), a vasopressina. Sem ela, os rins não conseguem manter o nível de hidratação necessário para o bom funcionamento do organismo e liberam o pouco de água de que o corpo consegue reter.

Quando o organismo está desidratado, os vasos sanguíneos — incluindo os do cérebro — se expandem, desencadeando as famosas dores de cabeça. O álcool e os seus subprodutos tóxicos também irritam o revestimento do estômago, causando uma sensação de mal-estar, enjoos e vômitos. Os níveis de açúcar no sangue diminuem e a pessoa pode se sentir cansada ou apresentar tremores, podendo inclusive entrar em coma alcoólico em casos mais graves.

Cada organismo vai sentir os efeitos do álcool à sua maneira. De forma geral, o grau de ressaca varia conforme a quantidade de bebida ingerida — exceto para pessoas com intolerância ou alergia ao álcool, como falaremos adiante.

Como evitar a ressaca?

A primeira dica é não começar a beber de estômago vazio, ou seja, antes de ir para um bloquinho ou festa, vale a pena fazer uma boa refeição com alimentos leves — como um frango grelhado, verduras e legumes. Se possível, faça pequenos "lanchinhos" durante a tarde, como uma fruta ou um mix de castanhas.

Além disso, é fundamental beber água durante a ingestão de bebidas alcoólicas. Para cada copo de cerveja, vale a pena tomar um copo de água ou suco. Assim você garante a hidratação do corpo e do cérebro, primeiro órgão a sofrer com a falta de água no organismo.

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Como curar a ressaca?

Agora, se a pessoa não adotou nenhuma medida preventiva e "se jogou" no álcool durante o carnaval, tudo o que se pode fazer é reduzir os danos da ressaca. O jeito é tentar acelerar o processo de recuperação do corpo e de eliminação das toxinas geradas pelas bebidas alcoólicas.

Confira 5 estratégias para "curar" a ressaca:

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1. Beba bastante água

Como já mencionado, a primeira dica para aliviar a ressaca é repor a quantidade perdida de água no corpo. Só é necessário tomar cuidado com os excessos, já que não vale a pena tomar uma garrafa com 1,5 litro de água de uma única vez. Outras bebidas, como isotônicos, sucos e água de coco, também são válidas. Experimente intercalar um copo de bebida com um de água!

2. Uma ajuda do açúcar

Os níveis de açúcar caem com o excesso de álcool, então, comer um docinho pode ser uma boa estratégia. Aqui, pode ser um chocolate (glicose) ou mesmo uma fruta (frutose) com bastante água, como melancia, morango e melão. Estes alimentos vão ser transformados em energia pelo organismo.

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3. Café da manhã reforçado

Vale também tomar um bom café da manhã no dia seguinte ao Carnaval, evitando alimentos muito gordurosos. Neste momento, carboidratos, como pães, são bem-vindos. Outra boa opção são os ovos, que contêm um tipo de aminoácido capaz de neutralizar parte da toxicidade do álcool e outros inúmeros nutrientes que precisam ser repostos após a desidratação do corpo.

4. Cafeína, uma boa aliada

Para recuperar o nível de atenção, estimular o corpo e injetar cafeína no corpo — composto comum em remédios para dores de cabeça —, uma xícara de café pode ajudar no pós-ressaca. Só não vale exagerar, já que, em grandes doses, esses benefícios são perdidos.

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5. Analgésicos, por que não?

Agora, se a situação pós-carnaval, estiver realmente difícil, é possível recorrer a uma última opção: os remédios contra dor. Medicações como dipirona podem ajudar no alívio da sensação de enjoo ou ainda com as dores de cabeça, tratando os sintomas. Só não é recomendado o uso de paracetamol, já que este pode irritar ainda mais o estômago e afetar o fígado, que ainda "luta" para eliminar as toxinas do álcool do organismo.

Se os sintomas da ressaca não passarem ou se a pessoa apresentar outros tipos de complicações, é recomendado que se busque atendimento especializado. O profissional de saúde poderá analisar o caso do paciente detalhadamente e indicar o melhor tratamento.

É ressaca ou intolerância?

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Após exagerar no consumo de álcool, os sintomas indesejáveis podem derrubar um folião. Porém, em alguns casos, esses efeitos nem sempre são uma simples ressaca: pode haver uma intolerância ao álcool, isto é, o organismo não consegue metabolizar a substância.

Segundo a coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, Juliane Casas, a "intolerância alcoólica ocorre quando o corpo não consegue processar o álcool devido à falta ou deficiência de enzimas responsáveis por seu metabolismo.

A intolerância é identificável pelo tempo de aparecimento dos efeitos indesejados da bebida. Enquanto a ressaca leva de 24 a 48 horas para aparecer, a intolerância pode surgir minutos após o consumo. Os sinais e sintomas são “vermelhidão facial, náuseas intensas, dor de estômago, sensação de calor, tonturas, queda na pressão arterial, batimentos cardíacos acelerados, desconforto abdominal, ansiedade e sintomas mais graves”, explica a professora. 

Caso você suspeite de intolerância ao álcool, o ideal é procurar um profissional de saúde para uma avaliação e buscar tratamento.

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Fonte: Cleveland Clinic e Harvard Medical School