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Quanto tempo durou a ressaca mais longa já registrada pela ciência?

Por| Editado por Luciana Zaramela | 13 de Janeiro de 2023 às 11h05

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alexlucru123/envato
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Aproveitar a noite e tomar alguns copos de cerveja ou taças de vinho, dificilmente, vai provocar uma resseca prolongada. Em doses "aceitáveis", o organismo deve sofrer com uma leve desidratação, sem grandes problemas. A exceção são pessoas com intolerância ao álcool ou ainda as alérgicas — algo bem raro. No entanto, há quem goste de testar os limites, como um paciente escocês que teve a maior ressaca já registrada. Os efeitos duraram mais de quatro semanas.

Embora o caso do escocês, de 37 anos, seja bastante curioso, ele está bem longe de ser a regra. Na maioria dos casos, a ressaca — incluindo as dores de cabeça, o enjoo e a visão turva — passa no dia seguinte, desde que a pessoa se mantenha hidratada e alimentada.

Para evitar o lado negativo do álcool, empresas e pesquisadores trabalham em compostos que possam aliviar a intensidade da ressaca. Mais recentemente, foi lançado um suplemento com a função de degradar o álcool antes de chegar ao fígado no Brasil, mas os dados sobre a eficácia são bastante limitados. Aqui, o melhor conselho é a moderação.

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Qual a ressaca mais longa já registrada?

Publicado na revista científica The Lancet, o relato de caso mais longe de uma resseca foi escrito pela equipe médica do Southern General Hospital (SGH), na cidade escocesa de Glasgow, em 2007. Na ocasião, os profissionais atenderam, no pronto atendimento, um homem que permaneceu com a condição intensa por mais de quatro semanas.

Quando deu entrada no hospital, o paciente relatou estar com a visão turva — enxergando de forma embaralhada — e ter dores de cabeça há mais de quatro semanas. Inicialmente, os médicos não conseguiram identificar a origem do problema e não existiam ferimentos na cabeça ou sinais de infecção.

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Após ser questionado sobre o seu histórico, o escocês contou que, devido a uma discussão familiar, bebeu cerca de 60 copos de cerveja — aproximadamente 35 litros — em quatro dias. Como efeito inicial da bebedeira, ele passou um dia vomitando, mas alguns problemas continuaram.

Em consequência da grave desidratação e do acúmulo dos subprodutos da decomposição do álcool, como o acetaldeído, os médicos observaram que o próprio organismo do paciente estava lutado contra si mesmo, como em uma doença autoimune. Além disso, os níveis de coagulação do sangue estavam alterados, o que demandou um tratamento com remédios anticoagulantes. Após seis meses, o paciente não tinha mais nenhuma complicação do episódio.

Fonte: The Lancet