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Remédio reduz em 25% risco de reincidência de câncer de mama

Por| Editado por Luciana Zaramela | 02 de Junho de 2023 às 17h07

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Wavebreakmedia/Envato
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Após o tratamento de um câncer, o acompanhamento médico ainda é fundamental, inclusive em casos de câncer de mama. Isso porque o tumor, em estado de remissão, ainda pode voltar nos primeiros anos. Pensando nisso, uma equipe internacional de pesquisadores testou um remédio oncológico já conhecido para reduzir o risco de reincidência da doença.

Nos testes clínicos com mais de 5 mil pacientes com câncer de mama em estágios iniciais ou já removidos, o remédio ribociclibe (Kisqali) foi bastante promissor em impedir a reincidência do tumor. Aqui, é importante destacar a importância do diagnóstico precoce e também do autoexame de mama nas possibilidades de cura.

Voltando aos resultados, aqueles que usaram a medicação, em conjunto com a terapia hormonal padrão, tiveram uma redução de 25% no risco de recidiva do câncer. Com isso, o tratamento foi associado com o aumento geral da sobrevida dos indivíduos.

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Os resultados completos do estudo Natalee serão compartilhados, pela primeira vez, durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), que acontece entre hoje (2) e terça-feira (6), nos Estados Unidos. Até o momento, os dados não foram publicados em uma revista científica.

Quando usar o remédio para o câncer de mama?

Especificamente, o medicamento foi testado em mulheres com câncer de mama receptor hormonal positivo, receptor HER2 negativo e que não espalhou para os gânglios linfáticos, que é um dos subtipos mais comuns da doença. Este é um indicador de que a descoberta tem alto potencial de beneficiar um amplo número de pacientes oncológicos.

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Cabe mencionar que, no organismo, o remédio ribociclibe foca na “destruição”de duas proteínas comuns nas células cancerígenas, a CDK4 e a CDK6. Ambas estão relacionadas com o crescimento celular, ou seja, a disseminação do câncer pelo corpo.

Ribociclibe pode ser usado no Brasil

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já aprovou o uso da medicação ribociclibe. No entanto, a licença de uso, divulgada no final do ano passado, autoriza apenas a prescrição “para o tratamento de câncer de mama localmente avançado ou metastático, em mulheres na pós-menopausa”. Nos EUA e no Reino Unido, a medicação também já pode ser usada.

Agora, o novo uso proposto depende da farmacêutica responsável, a Novartis, solicitar a expansão do uso. A vantagem é que, uma vez que o medicamento já foi aprovado, ampliar as prescrições é mais simples. Afinal, a segurança foi comprovada anteriormente.

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Hoje, “há uma necessidade significativa não atendida de reduzir o risco de recorrência e fornecer uma opção de tratamento tolerável que mantenha os pacientes livres de câncer, sem interromper sua vida diária”, afirma Dennis J. Slamon, pesquisador da Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla) e um dos autores do estudo, em nota.

Vale mencionar que, em paralelo, uma nova leva de estudos está propondo novos tratamentos e estratégias contra o câncer de mama, o que deve aumentar ainda mais as taxas de recuperação. Recentemente, engenheiros norte-americanos desenvolveram uma nova Inteligência artificial (IA) que prevê eficácia da quimioterapia contra tumores na mama.

Fonte: Asco e Anvisa