Comida vicia? Veja quais são os alimentos que mais provocam essa sensação

Comida vicia? Veja quais são os alimentos que mais provocam essa sensação

Por Natalie Rosa | Editado por Luciana Zaramela | 14 de Agosto de 2021 às 13h00
wayhomestudio/Freepik

Você já ouviu falar no vício em comida? Essa realidade de muitas pessoas não é considerada uma doença ou um transtorno por parte da psiquiatria, mas existem diversos tipos de alimento que não conseguimos comer pouco. Entre essas comidas estão, por exemplo, chocolates e salgadinhos.

Se você consome muitos desses alimentos e sabe que desconhece seus limites, não se preocupe, pois existe uma explicação para isso. Especialistas dizem que as comidas processadas podem aumentar o nível de açúcar no seu sangue, manipulando a química do cérebro e fazendo você querer mais e mais.

Imagem: Reprodução/Freepik

Comida vicia?

Mas será que o vício em comida é algo real, assim como em álcool, cigarro e outras drogas? A resposta, atualmente, é controversa e não existe sim ou não. Muitos psicólogos dizem que muitos alimentos por si só não são viciantes, tampouco os ingredientes. Prova disso é que ninguém que sente vontade de comer doce se acaba em uma tigela de açúcar puro, por exemplo. O problema estaria, portanto, na combinação de ingredientes que resultam em uma comida processada e não em algo preparado em casa com ingredientes naturais.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

Por outro lado, outros pesquisadores já relataram em estudos que alguns tipos de comida podem ativar químicas de sentimentos de prazer, como a dopamina, assim como fazem outras substâncias viciantes. Em pessoas propensas ao vício, inclusive, essas químicas podem se sobressair a outros sinais do cérebro que sinalizam que a pessoa está cheia ou satisfeita, fazendo com que elas passem a comer de forma compulsiva.

Pesquisadores comentam ainda que as pessoas podem desenvolver uma certa tolerância a alimentos viciantes, e acabam comendo cada vez mais para chegar ao sentimento de prazer. Com isso, elas não conseguem perceber as consequências negativas de comer em excesso e a hora de precisar parar. Pessoas que passam por isso descrevem sensações de vício e se sentirem fora de controle, muitas delas dizendo ter essa compulsividade para lidar com estresse e outras emoções.

Imagem: Reprodução/Wirestock/Freepik

Quais são os alimentos mais viciantes?

Quando pessoas relatam que costumam comer determinado alimento de forma compulsiva, todos eles contam com uma combinação poderosa de carboidratos e gordura, que nunca são encontradas dessa forma na natureza. O arroz, por exemplo, possui bastante carboidrato, mas pouca gordura, enquanto nozes possuem bastante gordura e pouco carboidrato.

A indústria de alimentos processados, então, mistura esses ingredientes e usa a química para acentuar os sabores e criar sensações "viciantes". Em um estudo realizado em 2015, voluntários relataram comer compulsivamente alimentos abaixo:

  • Pizza;
  • Chocolate;
  • Sorvete;
  • Hambúrguer;
  • Batata frita;
  • Bolo;
  • Bolachas;
  • Salgadinhos.
Imagem: Reprodução/stockking/Freepik

Problemas de saúde

O consumo compulsivo de alimentos pode resultar em alguns problemas de saúde, principalmente cardíacos e diabetes, além da obesidade. Isso não significa, no entanto, que todas as pessoas com compulsão alimentar estão acima do peso. Para identificar se você sofre com isso, é preciso ficar atento aos sintomas abaixo:

  • Comer escondido ou esconder comida;
  • Sentir que perde o controle na hora de comer alguns alimentos;
  • Comer até se sentir estufado;
  • Pensar ou se estressar com assuntos relacionados à comida todos os dias;
  • Evitar determinadas situações pessoais ou profissionais motivado pela comida.

A qualquer sinal de sintoma, a recomendação é a busca por um profissional da psicologia ou psiquiatria para entender o que está contribuindo para o vício em comida, considerando fatores físicos e emocionais. A partir do momento em que o problema é identificado, se torna mais fácil buscar formas de tratar a compulsão e colocá-las em prática.

 

Fonte: Cleveland Clinic, WebMD  

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.