Pulseira flexível de grafeno monitora, com precisão, sinais vitais de usuários

Por Nathan Vieira | 29 de Setembro de 2019 às 17h00
Divulgação

O grafeno tem sido um material muito utilizado pela ciência para diferentes fins, e tem se mostrado como a nova aposta, principalmente na área da saúde, como é o caso de um novo estudo com a proposta de proteger a população de mosquitos vetores, causadores de doenças como zika ou febre amarela, usando o grafeno. Os pesquisadores do Instituto de Ciências Fotônicas, na Catalunha, Espanha, descobriram um novo uso para esse material, e desenvolveram fotodetectores flexíveis (que lembram pulseiras) para medir a freqüência cardíaca, a concentração de oxigênio no sangue e a respiração. Além disso, a tecnologia também pode ser usada para medir os níveis UV provenientes do Sol e até mesmo para comunicar esses dados que foram medidos pelo sensor a um dispositivo, como um smartphone. O estudo foi publicado pela revista norte-americana Science Advances.

A equipe do Istituto integrou pontos quânticos semicondutores em substratos de grafeno, o que resulta em um material flexível capaz de medir uma ampla gama de comprimentos de onda de luz em baixos níveis de energia. Além disso, a tecnologia não exige que nenhuma bateria integrada seja conectada aos sensores, pois podem ser alimentados diretamente usando um smartphone ou outro dispositivo próximo.

Grafeno é a nova aposta da ciência (Foto: Instituto de Ciências Fotônicas)

"Wearables de saúde e bem-estar baseados em detecção óptica são candidatos promissores para usos em saúde pública devido ao rastreamento não invasivo de sinais vitais de saúde. No entanto, até agora, o uso de tecnologias rígidas prejudicou o desempenho final e o fator de forma do wearable. Aqui, demonstramos uma nova classe de wearables flexíveis e transparentes à base de grafeno sensibilizado com pontos quânticos semicondutores. Mostramos vários protótipos de dispositivos vestíveis que são capazes de monitorar sinais vitais de saúde de forma não invasiva", aponta a descrição do estudo. "Essa tecnologia abre caminho para wearables perfeitamente integrados e capacita o usuário através da sondagem sem fio do índice UV", acrescenta.

O Dr. Stijn Goossens, co-supervisor do estudo, afirma: “Fizemos uma descoberta mostrando um sistema de detecção flexível e vestível, baseado em componentes sensores de luz de grafeno. A chave era escolher o melhor dos mundos rígidos e flexíveis. Usamos os benefícios exclusivos dos componentes flexíveis para detecção de sinais vitais e combinamos isso com o alto desempenho e a miniaturização dos componentes eletrônicos rígidos convencionais”.

Fonte: Science Advances via Med Gadget

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