Grafeno é a nova aposta contra picadas de mosquitos

Por Nathan Vieira | 27 de Agosto de 2019 às 15h45
Divulgação

O Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental (NIEHS), que faz parte dos Institutos Nacionais da Saúde (um conglomerado de centros de pesquisa biomédica do departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, com sede em Bethesda, Maryland) financiou um novo estudo com a proposta de proteger a população de mosquitos vetores, causadores de doenças como zika ou febre amarela. Esse estudo foi conduzido por uma universidade em Rhode Island.

Basicamente, foi descoberto que o grafeno interfere na capacidade dos mosquitos de sentir a pele e o suor humanos. De acordo com a administradora do programa, Heather Henry, "as descobertas podem levar a novos métodos de proteção contra mosquitos, sem os efeitos ambientais ou na saúde humana de outros repelentes químicos".

Os pesquisadores estudaram vídeos de mosquitos em ação e perceberam que eles pousavam com menos frequência no grafeno do que na pele. O filme de grafeno também forneceu uma forte barreira que impedia o inseto de picar. Quando o grafeno foi molhado, no entanto, não impediu que os mosquitos pousassem na pele. "Começamos imaginando que o grafeno atuaria como uma barreira mecânica, mas depois de observar o comportamento dos mosquitos, começamos a suspeitar que eles não estavam interessados ​​em picar", explica Robert Hurt, diretor do programa de pesquisa.

Mosquitos portadores de doença podem ser evitados com o grafeno

Até então, não havia a ideia de que o grafeno poderia apresentar uma proteção contra picadas de insetos. Era uma função inimaginável para o material em questão. Assim, ele pode ser uma alternativa aos produtos químicos usados ​​em repelentes.

"Esta inovação usando o grafeno para repelir os mosquitos pode ajudar a reduzir a carga de problemas de saúde associados a várias doenças infecciosas e diminuir a necessidade de pesticidas para erradicar os mosquitos que as transportam", diz William Suk, que também é integrante da direção do programa de pesquisa. "Um material novo como este deve ser avaliado para determinar implicações na saúde pública", Suk completa.

Fonte: EurekAlert!

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