Primeiro lote de vacinas da Janssen chega ao Brasil

Primeiro lote de vacinas da Janssen chega ao Brasil

Por Felipe Demartini | Editado por Luciana Zaramela | 22 de Junho de 2021 às 12h46
Divulgação/Johnson & Johnson

O primeiro lote de vacinas da Janssen chegou ao Brasil na manhã desta terça-feira (22). O avião, vindo dos Estados Unidos, pousou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP) com 1,5 milhão de doses do imunizante de aplicação única, que, de acordo com a previsão do Ministério da Saúde, deve ser distribuído a estados e aplicado na população até o mês de agosto.

O envio do lote faz parte de um contrato entre o governo federal com o braço farmacêutico da Johnson & Johnson que prevê a entrega de 38 milhões de unidades da vacina até dezembro. A remessa inicial deveria acontecer apenas em julho, mas o Ministério da Saúde negociou um adiantamento que, inicialmente, envolveria 3 milhões de doses; de acordo com a pasta, questões regulatórias com os EUA levaram a uma redução dessa remessa inicial para a metade.

Focada em uma imunização mais rápida da população, a vacina da Janssen é aplicada em uma única dose, ao contrário de outras opções também disponíveis no Brasil, que exigem duas aplicações. O uso emergencial do imunizante foi aprovado em março pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e, de acordo com dados divulgados pelo órgão, apresentou eficácia de 76,7% contra casos graves de COVID-19, bem como 66,9% contra incidências leves e moderadas, 14 dias após a aplicação.

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A vacina da Johnson & Johnson também pode ser armazenada a temperaturas mais altas, entre 2 °C e 8 °C, equivalentes a uma geladeira comum, e tem frascos que devem ser utilizados em até seis horas após abertos. São elementos que facilitam o uso e o transporte, com a possibilidade de armazenamento por até três meses após o envase — análises posteriores ampliaram esse prazo para quatro meses e meio, o que levou à conclusão do Ministério da Saúde de que as doses que chegaram nesta terça devem ser aplicadas na população até 8 de agosto.

O ministro da saúde, Marcelo Queiroga, durante o recebimento do primeiro lote de vacinas da Janssen a chegar ao Brasil, na manhã desta terça-feira (22) (Imagem: Marina Pagno/Agência Brasil)

Por conta dessa necessidade de agilidade, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que as vacinas devem ser aplicadas nas capitais dos estados por uma questão de logística. As doses serão enviadas ao centro de distribuição logístico da pasta, também em Guarulhos, e passarão por inspeção — a previsão é que o envio para as unidades da federação comece a acontecer na quinta (17), e a aplicação seguirá os critérios do Plano Nacional de Imunização.

Durante a cerimônia de recebimento das vacinas, o ministro ressaltou as negociações entre o Brasil e a Johnson & Johnson, que resultou em um gasto menor para os cofres públicos. De acordo com Queiroga, o contrato de fornecimento foi fechado com valores 25% abaixo dos que foram propostos inicialmente, resultando em uma economia de R$ 480 milhões.

A vacina da Janssen utiliza tecnologia de vetor viral e, em estudos, se provou eficaz contra diferentes variantes do novo coronavírus, como a Beta, descoberta na África do Sul, e a Gama, que hoje é predominante no Brasil.

Além dos imunizantes da Johnson & Johnson, estão aprovadas para aplicação no Brasil as doses de CoronaVac (apenas em uso emergencial), AstraZeneca e Pfizer, que já receberam aprovação definitiva.

De acordo com o Ministério da Saúde, a expectativa é de aplicar a primeira dose toda em toda a população brasileira com mais de 18 anos até setembro e até o fim do ano, com a segunda. Para isso, a pasta prevê a entrega de mais de 160 milhões de unidades de imunizantes, a partir de contratos com diferentes farmacêuticas, ao longo dos próximos três meses; para julho, estão previstas 40 milhões de doses entregues ao país.

De acordo com os números oficiais do governo federal, 123 milhões de doses de vacinas contra a COVID-19 já foram distribuídas para os estados e municípios, com 88,3 milhões de imunizantes aplicados. Segundo o Ministério da Saúde, 40% da população acima dos 18 anos de idade já recebeu a primeira dose da vacina. No entanto, menos de 12% da população já completou o regime vacinal com a segunda aplicação.

Fonte: Agência Brasil

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