Pfizer e Moderna começam a testar vacina contra COVID-19 em bebês

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 30 de Abril de 2021 às 18h40
DragonImages/Envato

Com o avanço da pandemia, a engimática relação entre bebês e crianças com COVID-19 tem chamado a atenção dos especialistas. E nesta sexta-feira (30), essa relação ficou um pouco mais estreita, considerando que as farmacêuticas Moderna e Pfizer deram início ao estudo de vacinas em crianças menores de seis meses.

O teste da Pfizer deve durar cerca de dois anos e meio, com direito a 4.600 participantes. Com os dados de seu ensaio anterior em crianças de 12 a 15 anos, a Pfizer está estudando a dosagem ideal para crianças de seis meses a um ano, dois a quatro anos e cinco a 11 anos. A próxima fase envolve administrar a vacina ou o placebo nos participantes. Enquanto isso, o estudo da Moderna (que também inclui crianças de até 6 meses) envolve mais de 6.700 participantes, que também recebem a vacina ou o placebo nos próximos dois anos.

“Crianças menores de 18 anos representam 85 milhões de pessoas nos EUA, cerca de 20% da população. Vaciná-los é uma grande contribuição para reduzir a transmissão do vírus", refletiu a pediatra e epidemiologista da Universidade de Stanford Yvonne Maldonado, que é investigadora do estudo da Pfizer.

Pfizer e Moderna começam a testar vacina contra COVID-19 em bebês de 6 meses; estudos devem durar cerca de dois anos e meio (Imagem: Rawpixel)

De acordo com os estudos norte-americanos, embora crianças menores de 18 anos representem apenas 0,1% das mortes de COVID-19, elas ainda representam 12% de todos os casos. Porém, como a COVID-19 parece ser muito menos comum em crianças do que em adultos, o verdadeiro impacto da pandemia nos pequenos ainda não é conhecido.

Fonte: Popular Science

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.