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Pesquisadores recriam homem de Neandertal com tumor no crânio; veja imagens

Por| Editado por Luciana Zaramela | 14 de Setembro de 2021 às 17h30

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National Cancer Institute/Unsplash
National Cancer Institute/Unsplash

Tumores acompanham a espécie humana e outras espécies já extintas, como os neandertais, há milhares de anos. Agora, uma equipe de pesquisadores e artistas holandeses recriaram o busto do jovem Krijn, um homem de Neandertal (Homo neanderthalensis) que morreu há 70 mil anos, em 3D. Curiosamente, ele tinha um tumor crescendo em seu crânio e, com a reprodução, é possível observar como o câncer afetava a fisionomia de sua face.

A "nova história" do neandertal Krijn começa em 2001, quando um paleontólogo amador encontrou um pedaço do crânio, mais precisamente o arco superciliar da porção esquerda do osso frontal, enquanto vasculhava sedimentos coletados no fundo do Mar do Norte, na costa da Holanda. Passados quase 20 anos, pesquisadores e artistas usaram os fragmentos para criar o busto de Krijn, incluindo a protuberância acima de sua sobrancelha direita, onde estava o tumor.

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Vale destacar que esta é a primeira vez que um tumor foi documentado em restos mortais de um neandertal, segundo os responsáveis pela reconstrução.

Quem foi o neandertal Krijn? E que tipo de tumor tinha?

Segundo um estudo publicado na revista Journal of Human Evolution em 2009, Krijn era um jovem carnívoro e habitava a região de Doggerland, uma vasta faixa de terra entre o Reino Unido e a Europa continental, que, hoje, está submersa. De acordo com os autores, o seu corpo não apresentava evidências de uma dieta composta por frutos do mar.

Além disso, foi possível observar uma lesão acima da sobrancelha de Krijn, o que indicava a presença de um tumor conhecido como cisto epidermoide intradiploico. Esses cistos são lesões incomuns e de crescimento lento, benignas na maioria dos casos, especialmente quando são pequenas, como a de Krijn.

No entanto, a condição pode estar associada a uma série de sintomas que podem ter afetado a vida do neandertal. Por exemplo, é possível que Krijn tenha sentido dor e inchaço na região, além de dores de cabeça, tontura, convulsões ou problemas visuais. Por outro lado, é possível que ele nunca tenha apresentado uma complicação em decorrência do tumor. São apenas especulações.

Para a recriação, Adrue Kennis, um dos responsáveis pelo feito e parte da Kennis & Kennis Reconstructions, conta que, além do fragmento encontrado, foram usados outros crânios de neandertais já conhecidos e dados sobre os olhos, cabelo e cor da pele dessa espécie.

Apesar do diagnóstico oncológico de Krijn, o busto o retrata com um sorriso, especialmente feliz. Atualmente, a peça única da espécie com um tumor no crânio está em exposição no Museu Nacional de Antiguidades (RMO), da Holanda.

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Para conferir os detalhes do processo de recriação, assista o vídeo a seguir, com legenda em inglês:

Fonte: Live Science