OMS aprova uso emergencial da CoronaVac contra COVID-19

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 01 de Junho de 2021 às 14h07
Luciana Zaramela/Canaltech

Nesta terça-feira (1º), a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou o uso emergencial da vacina CoronaVac contra o coronavírus SARS-CoV-2, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. O anúncio sobre a licença do imunizante contra a COVID-19 foi feito pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante coletiva de imprensa.

No momento, a CoronaVac é a sexta vacina aprovada pela OMS para uso emergencial no contexto da pandemia da COVID-19. Dessa forma, todos os imunizantes em aplicação no Brasil — o que inclui também a Covishield (AzstraZeneca/Oxford) e fórmula d Pfizer/BioNTech — contam com o aval da organização.

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Vacina CoronaVac contra o coronavírus recebe autorização emergencial de uso da OMS (Imagem: Reprodução/Luciana Zaramela/Canaltech)

CoronaVac obtém aprovação emergencial da OMS

“Hoje, tenho o prazer em anunciar que a vacina Sinovac-CoronaVac recebeu autorização para uso emergencial da OMS após ser considerada segura, efetiva e de qualidade garantida após duas doses da vacina inativada”, afirmou Tedros. “Além disso, os requisitos simples de armazenamento tornam a vacina muito adequada para locais com poucos recursos”, completou.

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o procedimento para a autorização “avalia a adequação de novos produtos de saúde durante emergências de saúde pública" com o objetivo de "disponibilizar medicamentos, vacinas e diagnósticos o mais rápido possível para atender à emergência, respeitando critérios rigorosos de segurança, eficácia e qualidade”.

Aprovação permite a entrada no COVAX Facility

No combate à pandemia da COVID-19, a autorização da OMS é vista como uma diretriz para muitas agências reguladoras nacionais. A partir do momento em que o órgão internacional atesta a segurança e a eficácia de uma fórmula, isso pode, muito provavelmente, agilizar análises de outros países.

Além disso, com o selo da OMS, a vacina CoronaVac poderá ser adotada pelo programa internacional para o acesso igualitário de imunizantes, o COVAX Facility. A meta da iniciativa é fornecer cerca de dois bilhões de imunizantes contra a COVID-19 para os países em desenvolvimento.

Se a entrada no consórcio internacional de vacinas e a possível maior aceitação da fórmula em outros países é positiva para a CoronaVac, o mesmo pode não ser para o Brasil, dependendo do cenário a ser avaliado. Isso porque pode, potencialmente, ocorrer uma alta demanda do produto e, assim, faltar insumos para a produção de novas doses, como o ingrediente farmacêutico ativo (IFA).

No caso brasileiro, a transferência de tecnologia para a produção do IFA não foi feita e o Instituto Butantan, responsável pelo envase e pela rotulagem das doses, ainda dependente de lotes de matéria-prima enviados da China para operar. O cenário deve ser positivo nacionalmente, caso os pesquisadores do Butantan garantam a autonomia da produção do IFA. Nesse caso, o Brasil poderá ser um potencial exportador do imunizante contra a COVID-19 e não haverá riscos de desabastecimento do insumo.

Vale lembrar que a CoronaVac é utilizada no Brasil desde janeiro e mais de 47 milhões de doses já foram encaminhadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

Fonte: Com informações: Instituto Butantan  

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