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OMS aponta 4 doenças que ameaçam a saúde e devem ser controladas nas Américas

Por| Editado por Luciana Zaramela | 13 de Outubro de 2022 às 10h29

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Stevanovicigor/Envato Elements
Stevanovicigor/Envato Elements

No momento, as Américas são ameaçadas por quatro emergências de saúde, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) — o braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre as doenças que mais causam preocupação na região, estão: cólera, varíola dos macacos (monkeypox), covid-19 e poliomielite.

É o que alertou a diretora da OPAS, Carissa Etienne, em coletiva de imprensa na quarta-feira (12). No entendimento da especialista, duas das ameaças à saúde — a covid-19 e a monkeypox — apresentam tendência de queda, mas ainda representam um risco para as Américas.

"Devemos trabalhar rapidamente com as ferramentas que temos à mão para controlar essas quatro emergências de saúde que ocorrem nas Américas hoje", reforça Etienne.

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Primeira ameça à saúde: cólera

No momento, a cólera como ameça à saúde está concentrada no Haiti. Passados três anos do último caso relatado da infecção bacteriana, o país enfrenta um novo surto. No momento, já foram confirmados 23 casos da doença e 18 mortes. Além disso, outros 260 casos estão em investigação. Quase 25% das vítimas são crianças de 1 a 4 anos, segundo levantamento da OMS.

"O ressurgimento da cólera no Haiti é um lembrete da rapidez com que as doenças podem se espalhar. Afinal, há alguns meses, o Haiti estava prestes a ser declarado livre da cólera", pontua a diretora da OPAS.

Segunda ameça à saúde: monkeypox

Outra emergência de saúde que ameça as Américas é a monkeypox. Desde o início do surto atípico, mais de 45 mil pessoas foram oficialmente diagnosticadas com esta infecção viral na região. No momento, o continente concentra 63% dos casos relatados globalmente, sendo que 95% dos casos relatados são em homens e 56% estão associados com pessoas que convivem com o HIV.

"A propagação da varíola parece estar diminuindo, mas mais de 2,3 mil novos casos foram relatados nas Américas na semana passada. A maioria deles estava nos Estados Unidos, mas centenas foram relatadas no Brasil, Colômbia e México", explica Etienne. Ontem (12), São Paulo confirmou a sua primeira morte pela doença.

Para contornar o surto, a Opas intermediou a compra das primeiras doses de vacinas contra a varíola dos macacos. Inclusive, este acordo permitiu que o Brasil recebesse as primeiras doses do imunizante na semana passada.

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Terceira ameça à saúde: covid

Diferente do que prega o senso comum, a covid-19 ainda é uma preocupação e as Américas ainda não viraram a página da pandemia. "Na semana passada, tivemos mais de 178 mil novos casos oficialmente relatados na região", conta diretora da OPAS.

Por outro lado, a tendência é de queda nos novos casos da doença e este pode ser encarado como "um sinal encorajador de que podemos estar passando da fase aguda da pandemia para uma fase de controle sustentado", pontua Etienne.

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No momento, os países devem continuar a investir em vacinação, testagem de casos e na vigilância epidemiológica — o que nos manterá atualizados sobre novas variantes de preocupação (VOCs), como foi a Ômicron e suas descendentes.

Quarta ameça à saúde: poliomielite

Por fim, a diretora da Opas destaca o risco da volta da poliomielite. "Além dos Estados Unidos, que notificaram um caso de pólio no início deste ano, quatro países em nossa Região — Brasil, República Dominicana, Haiti e Peru — estão com um 'risco muito alto' de transmissão da pólio", afirma Etienne.

Por risco muito alto para o retorno da pólio, a OMS indica que a cobertura vacinal de crianças está muito baixou e/ou falta vigilância epidemiológica sobre a doença. No caso brasileiro, a última campanha de imunização contra a poliomielite foi concluída com uma cobertura estimada em 60%, enquanto a meta é 95%.

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"A pólio é uma doença terrível que deve ficar no passado. Com vacinas eficazes e décadas de experiência em imunização, temos o poder de mantê-la lá", completa a porta-voz da OMS.

Fonte: Opas