Pensando nas Olimpíadas, Japão garante meio bilhão de doses de vacinas

Por Nathan Vieira | 25 de Novembro de 2020 às 16h20
Bryan Turner / Unsplash

As Olimpíadas de 2021 deveriam acontecer em julho de 2020, mas foram adiadas devido à COVID-19. Faltando apenas oito meses para a abertura das Olimpíadas de Tóquio, as autoridades japonesas e os organizadores dos jogos estão colocando em prática todos os esforços  para organizar o evento com segurança, chegando inclusive a montar eventos experimentais, como um jogo de beisebol em Yokohama, para entender como sediar o evento. Em coletiva na última segunda-feira (23), Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional, disse que o jogo provou que as competições do próximo ano poderiam ser realizadas com um número razoável de torcedores nos estádios. 

Bach anunciou medidas que o Japão usaria para tornar o evento o mais seguro possível. Entre elas, o governo japonês está cogitando o uso de tecnologia de reconhecimento facial para rastrear pessoas infectadas e seus possíveis contatos. O Japão ainda está avaliando o uso de tecnologia de reconhecimento facial para monitorar atletas que entram e saem da Vila Olímpica e dos locais de treinamento, para garantir que cumpram as regras de distanciamento social.

Mas mesmo com essas soluções, a segurança dos atletas, espectadores e equipe provavelmente dependerá de abordagens de baixa tecnologia, como testes frequentes, quarentena e distanciamento social durante os eventos. Na ocasião, Bach também disse que os desenvolvimentos de vacinas contra a COVID-19 e os testes rápidos o deixam confiante de que as Olimpíadas possam prosseguir com os espectadores.

Japão luta para sediar Olimpíadas durante a pandemia de maneira segura, investindo em vacinas e artifícios da tecnologia (Imagem:  Kyle Dias /Unsplash)

"Para proteger o povo japonês, e em respeito ao povo japonês, o Comitê Olímpico Internacional fará um grande esforço para que o maior número possível de participantes olímpicos e visitantes chegue aqui vacinado se, até lá, a vacina estiver disponível", afirmou Bach. Posteriormente, acrescentou que a vacinação não seria obrigatória para os atletas.

Pensando nos jogos olímpicos, o Japão garantiu mais de meio bilhão de doses de diferentes vacinas para 2021, para uma população de cerca de 126,5 milhões. O país assinou acordos com a Pfizer e a AstraZeneca. "É provável que quando as Olimpíadas e Paralimpíadas chegarem, haverá apenas uma vacinação parcial em todo o mundo", disse Jonathan Finnoff, diretor médico do Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos, ao The Wall Street Journal.

Antes, esperava-se que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos contassem com a presença de mais de 15 mil atletas. Mesmo que avancem sem espectadores, trazer tantas pessoas com segurança representará um enorme desafio logístico. É válido observar também que, com vacinações, rastreamento de contatos e outras medidas, o Japão está fazendo de tudo para tentar manter os jogos dentro do cronograma. Mas, dados todos os desafios e riscos, as Olimpíadas podem precisar ser adiadas ainda mais ou canceladas por completo.

Fonte: The Wall Street Journal, Wired

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