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O que é hospital de campanha? Entenda sua importância na pandemia do coronavírus

Por| 20 de Abril de 2020 às 19h00

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GOVESP/Fotos Públicas
GOVESP/Fotos Públicas

Em um grande movimento global de combate ao novo coronavírus (SARS-CoV-2), países de diferentes continentes e culturas têm erguido hospitais de campanha em seus territórios. E essas construções ganham manchetes que percorrem o mundo, como a mega-estrutura construída pela China em 10 dias, na cidade de Wuhan, a instalação erguida no Central Park, de Nova Iorque, ou ainda a construção no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Se todas essas regiões já contavam com hospitais antes da pandemia da COVID-19, por que então construir hospitais de campanha? A questão é que, provavelmente, mais pessoas ficarão doentes, já que ainda não há anticorpos para essa doença, e provavelmente o sistema de saúde desses locais não conseguirá dar conta da demanda de pacientes que chegarão. De caráter emergencial, são uma forma de auxiliar o maior número possível de pessoas, sendo que são mais de dois milhões de casos do coronavírus registrados no mundo.

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O que é e para que serve?

Hospital de campanha é uma unidade hospitalar móvel, ou seja, pode ser construída em diferentes locais e depois desmontada. Com funcionamento temporário, essas unidades cuidam de pessoas atingidas por situações de emergências e calamidades públicas, como é o caso da pandemia da COVID-19, e garante que seus pacientes possam ser transferidos para centros de mais completos de saúde, caso necessário.

Para desafogar o sistema tradicional de saúde das regiões afetadas pelo coronavírus, o objetivo desses hospitais é atender, na maioria dos casos, os pacientes com sintomas mais leves e de baixa complexidade. Nesse ponto, baixa complexidade representa grupos de indivíduos que devem ser internados (por falta de ar persistente), mas que não precisam dos cuidados intensivos de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ainda, por exemplo.

Isso libera as UTIs para os quadros mais graves da infecção, já que essa pandemia exige muitas internações — e que costumam ser longas. No entanto, cabe às autoridades de cada um dos locais em que esses hospitais temporários são instalados definirem os critérios de quem será atendido.

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Esse modelo de hospital é também bastante usado por militares. É o caso das Forças Armadas brasileiras que utilizaram os hospitais de campanha após os terremotos no Haiti e no Chile e, em muitos casos, compartilham sua experiência no assunto para as novas instalações.

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Como funciona?

Nos hospitais de campanha trabalham equipes multiprofissionais da saúde, como enfermeiros e médicos, o que prevê desde atendimentos de emergência até internações mais leves, além de exames laboratoriais e de imagem. Isso significa que esses profissionais têm a sua disposição, inclusive, medicamentos necessários para o controle de sintomas e infecções oportunistas.

Geralmente, os hospitais de campanha não recebem novos pacientes, muito provavelmente, as pessoas internadas foram direcionadas para esses estabelecimentos após uma triagem em outro serviço de saúde pública, como os postos de saúde e até mesmo hospitais.

No entanto, de acordo com a situação da região em que é instalado, os serviços oferecidos por essas unidades móveis podem mudar. É o caso dos respiradores mecânicos que não devem ser disponibilizados para todas as unidades móveis, se concentrando nas UTIs.

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Independente disso, nessas unidades, o atendimento de um paciente infectado pelo novo coronavírus só é finalizado depois da alta médica ou de uma transferência decorrente da piora do caso para uma UTI.

Casos brasileiros

Com o crescente número de casos do novo coronavírus no Brasil, várias cidades e estados têm instalado hospitais de campanha até agora, principalmente as áreas mais afetadas pela pandemia. É o caso do estado de São Paulo, que concentra significativa parcela das infecções nacionais.

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Na cidade da capital, o primeiro hospital inaugurado foi o construído no Estádio do Pacaembu, conhecido por suas partidas de futebol. Outros foram instalados no Complexo do Anhembi e no Complexo Esportivo do Ibirapuera, um conhecido parque da cidade. Na região, hospitais de campanha são montados por outras prefeituras municipais, como em Santo André, Guarulhos e até mesmo Campinas.

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Já no estado do Rio de Janeiro, outro importante estádio de futebol foi transformado em hospital para atender as vítimas da COVID-19, o Maracanã, conhecido pelo nome Estádio Célio de Barros. Ainda no município, a Barra da Tijuca e o Leblon devem contar com as unidades móveis. Entre os inúmeros outros exemplos de hospitais de campanha erguidos pelo Brasil, há também construções no estado de Minas Gerais, Pernambuco e Goiás.

No mundo

Talvez, um dos exemplos mais impressionantes dos hospitais de campanha erguidos até o momento para o combate do novo coronavírus seja o Hospital Huoshenshan, com 34 mil metros quadrados e construído em apenas 10 dias pela China. Agora, após o controle da pandemia as enormes construções já estão sendo desmontadas.

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No entanto, essa situação não se reflete no resto do mundo e muitas regiões ainda sofrem com o aumento de casos. Um dos atuais epicentros do coronavírus, a cidade de Nova Iorque montou um hospital de campanha no Central Park, assim como um necrotério temporário do lado de fora da construção. Além disso, um navio hospital da Marinha dos Estados Unidos, conhecido como USNS Comfort, foi designado para ajudar no atendimento dos pacientes do local.

Mais instalações de caráter emergencial e temporário se espalham pelo mundo: é o caso dos hospitais de campanha da Itália, da Espanha e do Reino Unido, por exemplo. Inclusive, uma dessas construções foi erguida em plena Faixa de Gaza, na cidade palestina de Rafa, para atender pacientes com COVID-19.

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Fonte: Com informações: BBC News, Agência Brasil, G1 e Ministério da Defesa