O mundo perdeu 20,5 milhões de anos de vida para a COVID-19, segundo estudo

O mundo perdeu 20,5 milhões de anos de vida para a COVID-19, segundo estudo

Por Nathan Vieira | 19 de Fevereiro de 2021 às 09h30
Mattthewafflecat/Pixabay

Não é segredo que as consequências da COVID-19 ao longo de 2020 e agora em 2021 têm sido devastadoras. Focando nisso, um estudo resolveu calcular o seguinte: quantos anos de vida essa doença roubou, ao todo, da humanidade? Em outras palavras, quantos anos as vítimas ainda teriam pela frente se essa doença não tivesse existido? A conclusão, em somatória, foi 20,5 milhões. 

O estudo mostra que o coronavírus tem um impacto significativamente maior que doenças como a gripe, por exemplo. Nos países que são gravemente afetados, o número de anos de vida perdidos para a COVID-19 é entre duas e nove vezes maior em comparação com os que a gripe leva. 

Para calcular esse anos de vida perdidos, os pesquisadores fizeram a diferença entre a idade de um indivíduo ao morrer e sua expectativa de vida. Os homens se saíram pior do que as mulheres, considerando que os anos de vida perdidos foram 44% mais altos. Embora sejam as pessoas mais velhas que correm mais risco de morrer nos países mais ricos, o maior número de anos perdidos foi entre as pessoas entre 55 e 75 anos.

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No Reino Unido, eles descobriram que 833.874 anos de vida foram perdidos para a pandemia, o que é uma média de 11,4 anos por pessoa (11,5 para homens e 10,8 para mulheres). Na Espanha, foram perdidos 572.567 anos, uma média de 11,24. No Peru, 764.856 vidas foram perdidas, o equivalente a uma média de 20,2 anos por pessoa.

20,5 milhões de anos de vida foram perdidos para a COVID-19, segundo estudo (Imagem:  Gerd Altmann/Pixabay)

Os pesquisadores analisaram as doenças cardíacas, que também causam morte prematura, e descobriram que mais anos foram perdidos para doenças cardíacas do que para a COVID. No entanto, o número de mortes em excesso nos países — o aumento total de mortes de ano para ano — mascarou um aumento nas mortes por doenças cardíacas, também.

Além disso, os responsáveis pelo estudo descobriram que uma proporção maior de anos de vida perdidos em países mais ricos era de pessoas mais velhas, mas em países de renda baixa e média, a maior perda de anos de vida era de indivíduos que morreram com 55 anos ou menos.

Os homens tinham uma probabilidade desproporcional de morrer por COVID-19 antes do tempo do que as mulheres. Os pesquisadores levaram em consideração mais de 1.279.866 mortes em 81 países, bem como dados de expectativa de vida e projeções para o total de mortes por COVID-19 por país. Eles estimam que, no total, 20.507.518 anos de vida podem ter sido perdidos devido à doença nos países incluídos no estudo, uma média de 16 anos para cada morte individual. Do total de anos de vida perdidos, 44,9% parecem ter ocorrido em indivíduos entre 55 e 75 anos de idade, 30,2% em indivíduos com menos de 55 anos e 25% em indivíduos com mais de 75 anos.

Fonte: The Guardian

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