Novo teste sanguíneo pode detectar câncer mesmo antes de sintomas específicos

Novo teste sanguíneo pode detectar câncer mesmo antes de sintomas específicos

Por Renato Santino | Editado por Luciana Zaramela | 05 de Janeiro de 2022 às 16h45
Spectral/Envato

Uma nova técnica de diagnóstico de câncer a partir de exame de sangue pode se tornar chave para o tratamento da doença. O teste poderia detectar a condição em pessoas que tenham sintomas não-específicos, como perda de peso e fadiga.

A expectativa dos cientistas é que o novo método possa ser utilizado para detectar o câncer de forma precoce para iniciar o tratamento, com maiores chances de sucesso na recuperação.

A descoberta, publicada no periódico Clinical Cancer Research, pode ter grande impacto, porque pacientes muitas vezes buscam atendimento com sintomas não-específicos de câncer e têm dificuldades de receber o diagnóstico correto. Assim, eles são orientados a voltar para casa e retornar só após a condição piorar. Enquanto isso, o câncer só aumenta dentro do organismo, como explica James Larkin, pesquisador da Universidade de Oxford envolvido na pesquisa.

O teste em questão se vale de uma tecnologia chamada espectroscopia de ressonância magnética nuclear, com a qual é possível medir os níveis de metabólitos no sangue.

Exame consegue detectar câncer a partir de análise do sangue (Imagem: allinonemovie/Pixabay)

Indivíduos saudáveis têm concentrações diferentes de metabólitos em seus organismos em comparação com alguém que tenha câncer local ou em metástase. Graças à distinção, é possível identificar alguém com a doença mesmo antes dos sinais mais claros.

Durante os experimentos, foram acompanhados 300 pacientes com sintomas não-específicos, mas preocupantes, como perda de peso e fadiga. O diagnóstico foi correto em 19 das 20 detecções, embora não tenha sido possível definir qual era o tipo de tumor.

Além disso, o teste também se provou capaz de distinguir corretamente em 94% dos casos se o câncer era localizado ou se já estava em metástase.

O próximo passo, a partir de agora, é realizar experimentos com mais pessoas no Reino Unido para garantir a precisão do diagnóstico. Segundo Larkin, ao longo dos próximos dois anos, entre 2.000 e 3.000 britânicos devem ser testados com a tecnologia. A partir de então, seria possível buscar a autorização dos órgãos regulatórios.

Fonte: The Guardian

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