Novo sensor de DNA pode identificar se um vírus é infeccioso ou não

Novo sensor de DNA pode identificar se um vírus é infeccioso ou não

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 24 de Setembro de 2021 às 09h40
Pete Linforth/Pixabay

Pesquisadores da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (EUA) desenvolveram um sensor de DNA que identifica não apenas se um vírus está presente em um organismo, mas também se ele é infeccioso. A ideia é que esse sensor consiga fazer a detecção em apenas alguns minutos, sem a necessidade de pré-tratamento de amostras.

No estudo, os pesquisadores fizeram demonstrações com vírus que causam infecções em todo o mundo: o adenovírus (gripe) e o SARS-CoV-2.  O sensor combina dois componentes principais: moléculas de DNA e tecnologia de nanopore (um poro bem pequeno, criado por uma proteína ou materiais sintéticos como silício ou grafeno). Essas moléculas de DNA podem diferenciar o status de infectividade do vírus.

O estudo notou que o nível de RNA (ácido ribonucleico, molécula presente em todos os seres vivos, incluindo os vírus, e que são responsáveis pela produção de proteínas nos organismos) viral tem correlação mínima com a infectividade do vírus. No estágio inicial, quando uma pessoa é infectada, a presença de RNA viral é baixa e difícil de detectar, mas a pessoa é altamente contagiosa. Quando uma pessoa está recuperada, o nível de RNA viral pode ficar muito alto. 

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(Imagem: iLexx/Envato)

A técnica de detecção pode ser aplicada a outros vírus, ajustando o DNA para atingir diferentes patógenos, mas os pesquisadores estão trabalhando para melhorar ainda mais a sensibilidade e seletividade dos sensores e estão integrando as moléculas de DNA com outros métodos de detecção.

Vale lembrar que esse novo método de detecção pode produzir resultados de 30 minutos a duas horas, e como não requer pré-tratamento da amostra, pode ser usado em vírus que não crescerão no laboratório. O estudo completo pode ser acessado aqui

Fonte: Illinois News, Science Blog

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