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Novo estudo traz evidências sobre coágulos raros após vacina da covid

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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claudioventrella/envato
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Um estudo publicado na plataforma BMJ na última quinta-feira (27) levantou novas evidências acerca da rara coagulação sanguínea após a vacina contra covid-19. A condição conhecida como trombose com síndrome de trombocitopenia já vem protagonizando investigações.

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Essa síndrome ocorre quando uma pessoa tem coágulos sanguíneos (trombose), bem como baixa contagem de plaquetas no sangue (trombocitopenia). É muito rara e diferente das condições gerais de coagulação. Tem sido uma preocupação no que diz respeito a vacinas baseadas em adenovírus, ou seja, que usam um vírus enfraquecido para desencadear uma resposta imune. No entanto, ainda não existem evidências claras sobre a segurança comparativa de diferentes tipos de vacinas.

Os pesquisadores analisaram dados de saúde coletados rotineiramente de mais de 10 milhões de adultos na França, Alemanha, Holanda, Espanha, Reino Unido e EUA que receberam pelo menos uma dose de uma vacina contra a covid-19 (AstraZeneca, Pfizer, Moderna ou Janssen) de dezembro de 2020 a meados de 2021.

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A equipe comparou as taxas de trombose e de trombose com trombocitopenia entre as vacinas de adenovírus ( AstraZeneca ou Janssen) e as vacinas de mRNA (Pfizer ou Moderna) dentro de 28 dias após a vacinação.

A análise mostrou um aumento de 30% no risco de trombocitopenia após a primeira dose de AstraZeneca em comparação com Pfizer. Um aumento no risco, embora não estatisticamente significativo, de trombose venosa com trombocitopenia foi observado após a primeira dose da vacina Janssen em comparação com a da Pfizer. Mas os pesquisadores dizem que essa descoberta precisa ser replicada em outros estudos antes que qualquer conclusão firme possa ser tirada.