Nova versão da variante Ômicron é identificada, apontam pesquisadores

Nova versão da variante Ômicron é identificada, apontam pesquisadores

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 13 de Dezembro de 2021 às 17h05
kjpargeter/Freepik

Um grupo de pesquisadores identificou uma nova linhagem da variante Ômicron (B.1.1.529) do coronavírus SARS-CoV-2 na última semana. Esta forma do vírus da covid-19 foi apelidada de BA.2 e, no total, já foi localizada em sete exames de sequenciamento genético.

Análises genômicas da África do Sul, Austrália e Canadá confirmaram a existência da cepa Ômicron mutada, mas não é possível prever qualquer alteração da infecção causada pela nova versão do vírus da covid-19. Este dado, no momento, é analisado pelos cientistas.

Voltando na última descoberta da pandemia da covid-19, os pesquisadores ainda investigam as possíveis implicações da variante Ômicron, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com comunicado da OMS, a cepa pode se propagar mais fácil e a eficácia de vacinas é reduzida, mas os dados ainda são preliminares.

Versão mutada da variante Ômicron é identificada em três países por pesquisadores (Imagem: Reprodução/Wirestock/Freepik)

Como fica a Ômicron original?

Com a identificação da BA.2, a variante Ômicron original passa a ser conhecida nos bancos de dados da covid-19 como BA.1. Além disso, o diretor do Instituto de Genética da University College London (UCL), François Balloux, explicou que as linhagens são bastante diferentes e, por isso, podem se comportar de formas divergentes.

Rastreio

Por enquanto, sabe-se que a identificação exata desta variante mutada é mais complexa. Isso porque, no caso da Ômicron original, um "simples" exame de PCR era suficiente para identificar se a infecção era causada pela variante do coronavírus ou não.

Essa análise preliminar era possível porque os testes PCR procuram por três fragmentos de genes do vírus da covid-19, mas a Ômicron aparece contendo apenas dois tipos deles. Normalmente, era identificado, no resultado, o seguinte: “falha no alvo do gene S”. Esse era um forte indício da infecção da Ômicron original.

Aparentemente, esse mecanismo facilitado de identificação — possível mesmo sem uma análise genômica — não funciona como a BA.2. Afinal, ela não apresenta como resultado a “falha no alvo do gene S”. Isso deve dificultar o rastreio da variante mutada, já que exige o método tradicional de análise.

Afinal, o que representa uma nova linhagem da variante?

A identificação da BA.2 não deve causar desespero, segundo Theo Sanderson, pesquisador do Francis Crick Institute e parte da equipe de vigilância genômica do SARS-CoV-2. "Apenas a mudança de taxonomia para abranger toda a filogenia, BA.2 não é motivo de preocupação", explicou.

Nas redes sociais, o pesquisador Vinod Scaria, do CSIR-Institute of Genomics & Integrative Biology, também destacou que a descoberta não deve ser motivo de alarde. Isso porque "as variantes fazem parte da evolução natural do vírus", destacou. Agora, mais estudos são necessários para avaliar, de fato, alguma preocupação extra.

Fonte: ScienceAlert e The Guardian   

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