Nova onda de COVID-19 e poucas vacinas: África vivencia situação preocupante

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 09 de Junho de 2021 às 20h20
Hakan Nural / Unsplash

A situação da África em relação à vacina contra a COVID-19 é causa de muita preocupação. Na África do Sul, apenas 0,8% da população está completamente vacinada, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins. Na Nigéria, o maior país do continente — com mais de 200 milhões de habitantes — apenas 0,1% está totalmente protegido.

O Quênia, com 50 milhões de habitantes, tem uma porcentagem ainda menor. Uganda chegou a recolher doses de áreas rurais porque não tem o suficiente para combater surtos em grandes cidades. Enquanto isso, o Chade ainda não administrou suas primeiras vacinas, e há pelo menos cinco outros países na África onde simplesmente ninguém tomou a vacina, de acordo com o Centro Africano para Controle e Prevenção de Doenças.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o continente enfrenta uma grave escassez de imunizantes, no mesmo passo em que uma nova onda de infecções progride. Os embarques de vacinas para a África estão quase parados.

(Imagem: Mufid Majnun/Unsplash)

“É extremamente preocupante e frustrante”, disse o Diretor do Centro Africano para Controle e Prevenção de Doenças, Dr. John Nkengasong. Ele chegou a pedir que os líderes das nações mais ricas compartilhem vacinas sobressalentes, algo que os EUA já garantiram.

A África enfrenta um déficit de cerca de 700 milhões de doses, mesmo depois de levar em conta aquelas garantidas pelo programa de vacinas da OMS para os países mais pobres, o COVAX Facility.

Fonte: Abc News

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