Nova droga tem potencial para bloquear variantes do coronavírus; entenda

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 31 de Maio de 2021 às 12h10
bondarillia/Envato

As variantes do coronavírus têm preocupado os especialistas, mas pesquisadores da Universidade da Pensilvânia desenvolveram uma droga chamada diABZI que, pelo menos nos estudos iniciais, mostrou eficácia na prevenção de agravamento da doença em camundongos, mesmo contra novas cepas.

O medicamento ativa a resposta imune, inclusive contra a variante sul-africana B.1.351, que tem sido a mais preocupante até então. "O desenvolvimento de antivirais eficazes é urgentemente necessário para controlar a infecção e a doença por SARS-CoV-2, especialmente à medida que variantes perigosas do vírus continuam a surgir", afirmou a autora do estudo, Sara Cherry.

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O vírus SARS-CoV-2 atinge inicialmente as células epiteliais do trato respiratório. Como primeira linha de defesa contra a infecção, o sistema imunológico inato da região reconhece os patógenos virais, detectando seus padrões moleculares. Os pesquisadores descobriram que o vírus é capaz de se "esconder", atrasando o reconhecimento e a resposta precoce do sistema imunológico.

(Imagem: tang/rawpixel)

Os responsáveis pelo estudo realizaram uma triagem de 75 medicamentos e chegaram a nove candidatos, entre eles dois dinucleotídeos cíclicos (CDNs) e um agonista (substância capaz de se ligar a um receptor celular e ativá-lo para provocar uma resposta biológica) chamado diABZI (testado para tratar alguns tipos de câncer). Os pesquisadores descobriram que diABZI inibe a infecção por SARS-CoV-2 de diversas cepas, incluindo a variante B.1.351.

O grupo testou a eficácia do remédio em camundongos infectados com SARS-CoV-2, reduzindo significativamente as cargas virais em seus pulmões. "Agora estamos testando o agonista STING contra muitos outros vírus", disse Cherry.

O estudo pode ser acessado gratuitamente.

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